LITERATURAS DE VIAGEM: AS MULHERES TUPINAMBÁ E SUAS PRÁTICAS EDUCATIVAS NO MARANHÃO (1612-1614)
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.6578Palavras-chave:
Mulheres Tupinambá, Práticas Educativas, IndígenasResumo
O objetivo deste artigo é descrever as práticas educativas desenvolvidas por mulheres Tupinambá no Maranhão entre 1612-1614. São indígenas que estiveram em contato com os padres Yves d’Evréux e Claude d’Abbeville. Além disso, busca-se fazer uma análise comparativa com o relato de Hans Staden. É uma pesquisa documental onde as análises foram feitas a partir dos próprios viajantes, Yves d’Évreux (2009) e Claude d’Abbeville (2002), além de autores, como Florestan Fernandes (1963), Verônica Mendes (2021) e Marcia Kambeba (2020). As pesquisas apontaram para uma divisão do trabalho, onde as mulheres desenvolviam atividades especificas desde seu nascimento até a velhice. Observa-se que as meninas iniciavam sua vida nas brincadeiras, já direcionadas para aprenderem as atividades quando mais velhas. As mulheres eram importantes alicerces para o funcionamento da comunidade indígena. Os saberes da gastronomia, função essencialmente das mulheres, era parte chave dos processos educativos tupinambá. Suas atividades estavam relacionadas ao preparo dos alimentos e bebidas, as plantações e colheita, preparo de utensílios para cozimento, como é o caso das panelas de barro, preparo para as atividades ritualísticas, cuidavam dos prisioneiros, cuidavam das crianças e marido.
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