FALTA DE ACESSIBILIDADE E EQUIDADE EM PROVA DE PROFICIÊNCIA REALIZADA POR DOUTORANDA COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i62.7085

Palavras-chave:

Prova de proficiência para fins acadêmicos, Avaliação em larga escala, Deficiência visual, Acessibilidade, Equidade

Resumo

Neste artigo, trazemos o nosso relato enquanto pesquisadoras, sendo uma de nós uma doutoranda com deficiência visual e outra uma recém doutora e professora de língua inglesa. O texto aborda a experiência de realização de uma prova de proficiência de inglês solicitada para fins acadêmicos com o objetivo de descrever e problematizar como aconteceu a acessibilidade no teste e as barreiras que foram enfrentadas pela primeira autora – mesmo com a inscrição para a realização de uma prova supostamente adaptada. A análise começa com o momento da inscrição, continuando com a falta de formação dos aplicadores do teste e com a forma como o teste foi adaptado no que diz respeito a conteúdo, aplicação das questões e tempo de prova. Em termos de fundamentação teórica, articulamos aspectos da legislação brasileira relacionados à inclusão educacional de indivíduos com deficiência e conceitos da área de avaliação de línguas. Entre os resultados, é possível destacar que a mera transposição de uma prova escrita para a modalidade oral, com o apoio de um ledor e um copista, não se configura por si só como uma prova acessível e equitativa para candidatos com deficiência visual.

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Biografia do Autor

Mariana Baierle, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Doutoranda em Letras, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestra em Letras pela mesma instituição. É graduada em Comunicação Social (Jornalismo) na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e técnica administrativa no Instituto de Letras da UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: marianabaierle39@gmail.com.

Ana Paula Seixas Vial, Instituto Federal Sul-Rio-Rrandenses (IFSul)

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestra e licenciada em Letras pela mesma instituição. É professora da Educação Básica, Técnica e Tecnológica na área de língua portuguesa e língua inglesa no Instituto Federal Sul-rio-grandenses (IFSul), câmpus Novo Hamburgo, RS, Brasil. E-mail: anavial@ifsul.edu.br.

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

Baierle, M., & Vial, A. P. S. (2026). FALTA DE ACESSIBILIDADE E EQUIDADE EM PROVA DE PROFICIÊNCIA REALIZADA POR DOUTORANDA COM DEFICIÊNCIA VISUAL. Linguagens, Educação E Sociedade, 30(62), 1–26. https://doi.org/10.26694/rles.v30i62.7085

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