MULHERES AMAZÔNIDAS E MOBILIZAÇÃO SOCIAL: IMPLICAÇÕES INTERSECCIONAIS PARA A PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8403

Palavras-chave:

Mulheres Amazônidas, Processos Grupais, Ensino Superior, Interseccionalidade

Resumo

A universidade, capaz de proporcionar oportunidades de aquisição de habilidades para o mercado de trabalho, convívio social e produção da ciência, também reproduz um sistema de hierarquização. Na medida em que reflete a desigualdade na falta de garantias de direitos, faz necessária uma atuação capaz de questionar esta ordenação vertical e permitir alternativas que melhorem e propiciem uma maior diversidade. Os movimentos sociais e coletivos são práticas sociais marcantes no que se refere à busca por melhorias e visibilidade, tornando públicas as manifestações políticas de garantia de direitos. O objetivo deste estudo é conhecer trajetórias de mulheres que participam de coletivos na universidade. Objetiva-se ainda entender especialmente a narrativa de jovens mulheres que têm atuação política em movimentos sociais, e o papel dessa  atuação no acesso e permanência no  meio acadêmico. O trabalho está ancorado na perspectiva teórica interseccional, com abordagem qualitativa para compreensão da experiência subjetiva na escuta das participantes, estudantes de graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) por meio de entrevistas móveis e narrativas. Os resultados do estudo apontaram que as mulheres estudantes de graduação são constantemente confrontadas com desafios significativos em suas vivências acadêmicas, abrangendo dificuldades econômicas, barreiras de adaptação, bem como a falta de apoio familiar e acolhimento. Diante de um cenário de opressão e impedimento, a participação em coletivos propiciou um espaço de resistência e fortalecimento de suas identidades, de forma que proporcionou, a estas estudantes, modos de enfrentamento dos conflitos que as permeiam, assim como suporte emocional e formação de relações sociais impactantes.

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Biografia do Autor

Maria Isabella Muniz Campelo, Universidade Federal do Amazonas

Graduanda em Psicologia na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atua na Gerência de Diversidade e Gênero da Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH/SEJUSC) do Estado do Amazonas. Seus interesses de pesquisa incluem: estudos de gênero e sexualidade, saúde mental de populações vulneráveis, políticas públicas e advocacy.

Iolete Ribeiro Da Silva, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília, Docente e Diretora da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Amazonas. Temas de interesse: interseccionalidade entre gênero e raça, preconceitos, processos de exclusão; políticas públicas e promoção de direitos humanos à população amazônica.

Adria de Lima Sousa, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Professora e Pesquisadora na Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Amazonas. Doutorado em psicologia - UFSC. Mestrado em psicologia - UFAM. Especialização em psicologia existencialista sartreana - UNISUL. Graduação em psicologia - UNINORTE.

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Publicado

2026-08-31

Como Citar

Muniz Campelo, M. I., Ribeiro Da Silva, I., & de Lima Sousa, A. (2026). MULHERES AMAZÔNIDAS E MOBILIZAÇÃO SOCIAL: IMPLICAÇÕES INTERSECCIONAIS PARA A PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR. Linguagens, Educação E Sociedade, 30(63), 1–30. https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8403

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