FORMAÇÃO POLÍTICA E TRAJETÓRIAS: JOVENS ATIVISTAS E MILITANTES NAS JORNADAS DE 2013 EM SÃO PAULO
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8253Palavras-chave:
Jornadas de 2013, Estado de São Paulo, formação política, ativismo, militância, trajetórias sociais.Resumo
O artigo comunica os resultados da pesquisa “Dimensões educacionais das Jornadas de 2013”, mais especificamente a respeito das Jornadas no estado de São Paulo. Seu objetivo é conhecer e interpretar as narrativas e memórias de seis ativistas e militantes que atuaram nas Jornadas de 2013 em São Paulo, que concederam entrevistas semiestruturadas para nossa pesquisa, a respeito dos temas: formação política, experiências nas Jornadas e trajetórias sociais após 2013. O trabalho se fundamenta na concepção de formação política desenvolvida a partir dos conceitos de socialização política, segundo Tomizaki, e subjetivação política, segundo Rancière, bem como na noção de trajetórias sociais de Dubar e na de interseccionalidade de Collins. Traz como resultados, primeiro, uma indicação da complexidade das Jornadas paulistas, mesmo no campo progresegundo om experiências socialistas, culturais e de ocupações ao lado do autonomismo do Movimento Passe-Livre, tendo em vista também os diferentes marcadores de classe, raça e gênero, bem como diferentes dinâmicas no interior do estado em comparação com a capital; segundo, o grande impacto das Jornadas nas trajetórias sociais de ativistas e militantes paulistas, que ressignificaram suas concepções e práticas políticas, trajetórias que tomaram, entretanto, diversos sentidos.
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