FALTA DE ACESSIBILIDADE E EQUIDADE EM PROVA DE PROFICIÊNCIA REALIZADA POR DOUTORANDA COM DEFICIÊNCIA VISUAL
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i62.7085Palavras-chave:
Prova de proficiência para fins acadêmicos, Avaliação em larga escala, Deficiência visual, Acessibilidade, EquidadeResumo
Neste artigo, trazemos o nosso relato enquanto pesquisadoras, sendo uma de nós uma doutoranda com deficiência visual e outra uma recém doutora e professora de língua inglesa. O texto aborda a experiência de realização de uma prova de proficiência de inglês solicitada para fins acadêmicos com o objetivo de descrever e problematizar como aconteceu a acessibilidade no teste e as barreiras que foram enfrentadas pela primeira autora – mesmo com a inscrição para a realização de uma prova supostamente adaptada. A análise começa com o momento da inscrição, continuando com a falta de formação dos aplicadores do teste e com a forma como o teste foi adaptado no que diz respeito a conteúdo, aplicação das questões e tempo de prova. Em termos de fundamentação teórica, articulamos aspectos da legislação brasileira relacionados à inclusão educacional de indivíduos com deficiência e conceitos da área de avaliação de línguas. Entre os resultados, é possível destacar que a mera transposição de uma prova escrita para a modalidade oral, com o apoio de um ledor e um copista, não se configura por si só como uma prova acessível e equitativa para candidatos com deficiência visual.
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