APRENDIZAGEM COLABORATIVA E EQUIDADE EDUCACIONAL: RECONFIGURANDO O RACIOCÍNIO COMBINATÓRIO NO ENSINO MÉDIO
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.6762Palavras-chave:
Educação Matemática, Resolução de Problemas, Justiça Social, Inclusão, PED BrasilResumo
Em contextos de ensino médio público, ainda são limitadas as investigações que analisam os efeitos da aprendizagem colaborativa no ensino de conteúdos matemáticos estruturantes, como a Análise Combinatória, especialmente sob a perspectiva da equidade. Este artigo tem como objetivo analisar de que modo estratégias de organização do trabalho coletivo, associadas à escuta da professora e à construção conjunta de soluções, podem favorecer o raciocínio combinatório, reconfigurar formas de participação em sala de aula e ampliar o envolvimento dos estudantes com a aprendizagem matemática. A investigação foi realizada em uma escola estadual do interior paulista, com duas turmas da 2ª série do Ensino Médio, por meio de um relato de experiência ancorado em abordagem qualitativa. Os dados, registrados em diário de campo, foram analisados com base na Análise de Conteúdo. Os resultados indicam que a definição intencional de papéis nos grupos contribuiu para ampliar a participação discente, enquanto a mediação sensível da professora promoveu ajustes pedagógicos atentos às interações da turma. A pesquisa destaca o potencial das práticas colaborativas para integrar conhecimento, escuta e equidade no cotidiano escolar.
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