A INFLUÊNCIA DOS PROCESSOS FONÉTICO-FONOLÓGICOS NA ESCRITA DOS ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Autores

  • Regiane Andrade da Costa Universidade Federal do Pará https://orcid.org/0009-0000-8730-9921
  • Raquel Maria da Silva Costa Furtado Universidade Federal do Pará, no Campus Universitário do Tocantins (Cametá-Pará), vinculada à Faculdade de Linguagem. É Vice-Coordenadora do Campus Universitário do Tocantins-Cametá, portaria nº 3288/2025. Atua como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/CUNTINS) e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura (PPGEDUC/CUNTINS). https://orcid.org/0000-0001-6351-6192

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i64.8335

Palavras-chave:

Educação Básica, Análise linguística, Consciência fonológica, Fonética-fonologia, Ensino da leitura e da escrita, Variação Linguística

Resumo

Neste artigo apresentam-se propostas didático-pedagógicas como estratégias de intervenção nos desvios fonéticos e fonológicos presentes na escrita de alunos do 6º ano do ensino fundamental, anos finais, de uma escola da rede pública municipal de Cametá/PA. A partir da relação entre oralidade e escrita, busca-se contribuir para o desenvolvimento da consciência fonológica e, consequentemente, para a redução dos desvios ortográficos relacionados à variação linguística. A pesquisa fundamenta-se teoricamente em Bortoni-Ricardo (2004; 2005), Bagno (2007; 2012), Faraco (2008), Dias e Ferreira (2015), Morais (2003) e Cagliari (1989). O corpus de análise foi constituído por 26 textos escritos, produzidos por uma turma do 6º ano do ensino fundamental, composta por estudantes com faixa etária entre 11 e 13 anos, residentes na cidade, no campo e em ilhas do município de Cametá/PA. Inicialmente, realizou-se uma sondagem nas produções textuais para identificar e analisar os desvios ortográficos de cunho fonético-fonológico mais frequentes; em seguida, destacou-se a importância da observação de tais “erros/desvios” e o trabalho pedagógico sobre eles. A pesquisa configura-se como quanti-qualitativa, de natureza aplicada, descritiva e participativa, com foco em intervenção. Como resultado, verificou-se que os desvios fonéticos e fonológicos mais recorrentes foram: monotongação ([balarina] /bailarina/); apagamento do “r” em final de verbos ([dormi] /dormir/); e o fenômeno da juntura intervocabular ([sisconde] /se esconde/).

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Biografia do Autor

Regiane Andrade da Costa, Universidade Federal do Pará

Mestranda em Educação e Cultura pela Universidade Federal do Pará - UFPA, linha de pesquisa Cultura e Linguagem (2023 - 2025). Especialista em Língua Portuguesa e Formação para a Carreira nos Anos Finais do ensino Fundamental - UFPI (2023 – 2024. Graduada em Licenciatura Plena em Letras - Habilitação em Língua Portuguesa pelo Campus Universitário do Tocantins/Cametá da Universidade Federal do Pará - UFPA (2017 – 2022). É integrante do Grupo de Pesquisa GESOCIOLIN - Grupo de Estudos em Sociolinguística do Campus Universitário do Tocantins/Cametá (UFPA). Possui experiência na educação básica no ensino fundamental como professora de Língua Portuguesa no município de Cametá-PA. Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-8730-9921. E-mail: regiandrade116@gmail.com 

Raquel Maria da Silva Costa Furtado, Universidade Federal do Pará, no Campus Universitário do Tocantins (Cametá-Pará), vinculada à Faculdade de Linguagem. É Vice-Coordenadora do Campus Universitário do Tocantins-Cametá, portaria nº 3288/2025. Atua como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/CUNTINS) e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura (PPGEDUC/CUNTINS).

Doutora em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC), na linha de pesquisa: Descrição e Análise Linguística (2016). Mestra em Linguística, pela Universidade Federal do Pará (UFPA), na Linha Análise, Descrição e Documentação do Português Regional da Amazônia UFPA (2009). Especialista em Estudos Culturais da Amazônia - UFPA (2006). Graduada em Letras - Língua Portuguesa pela –mesma instituição (2004). É Professora Associada I da Universidade Federal do Pará, no Campus Universitário do Tocantins (Cametá-Pará), vinculada à Faculdade de Linguagem. É Vice-Coordenadora do Campus Universitário do Tocantins-Cametá, portaria nº 3288/2025. Atua como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/CUNTINS) e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura (PPGEDUC/CUNTINS). É membro da Associação Brasileira de Linguística ABRALIN. Coordena, orienta e desenvolve pesquisas nas seguintes áreas de variação e mudança linguística e ensino de língua materna, com ênfase na perspectiva da Sociolinguística Variacionista e Educacional. Coordenada o grupo de pesquisa GESOCIOLIN - Grupo de Estudos em Sociolinguística, além de integrar os grupos de pesquisas Vozes da Amazônia (UFPA), SOCIOLIN-CE (UFC) e GELFOR (UFRA). É coordenadora do Projeto de Pesquisa "Os significados sociais e culturais das lingua(gens) do português falado no Pará: diálogos na interface entre língua, cultura e identidade". Possui experiência na Educação Básica como professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, no ensino fundamental e médio, no município de Cametá. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6351-6192. E-mail: raqmaria@ufpa.br

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Publicado

2026-09-08

Como Citar

Andrade da Costa, R., & da Silva Costa Furtado, R. M. (2026). A INFLUÊNCIA DOS PROCESSOS FONÉTICO-FONOLÓGICOS NA ESCRITA DOS ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL. Linguagens, Educação E Sociedade, 30(64). https://doi.org/10.26694/rles.v30i64.8335

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