APRENDENDO A TRANSGREDIR: A INTERSECCIONALIDADE DAS OCUPAÇÕES SECUNDARISTAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8324

Palavras-chave:

Interseccionalidade, Juventudes, Ocupações, Educação, Práxis

Resumo

O presente artigo é fruto de uma pesquisa coletiva sobre as ocupações secundaristas, protagonizadas por jovens estudantes em 2016. Nosso objetivo neste trabalho é refletir as ocupações secundaristas das escolas públicas enquanto uma experiência política “transgressora”. Para isso, nos apoiamos em uma metodologia de pesquisa qualitativa – que tem por base entrevistas semiestruturadas realizadas com 80 ocupantes de dez estados brasileiros e produção de dados através da utilização do software MaxQda. Assumimos a interseccionalidade como base epistemológica, mas sobretudo, metodológica, investigando a luta por existência e por transformação institucional. Analisamos as reformas educacionais à luz das opressões articuladas nas esferas estrutural, disciplinar, hegemônica e interpessoal, relacionando as demandas, processos formativos e emergência de lideranças no movimento com a proposta de bell hooks e Patrícia Hill Collins – sobre o potencial transgressor da educação. Concluímos que as ocupações podem ser consideradas um movimento interseccional, à medida em que mobilizaram demandas ligadas à classe, gênero e raça/etnia e ancoraram processos formativos que buscaram superar as opressões e assimetrias que conformam o cotidiano escolar e o sistema educacional. Por fim, o caráter transgressor do movimento se deve ao fato de que as ocupações conformaram uma práxis, um exercício didático-crítico que possibilitou a emergência de novos afetos pautados na valorização das diferenças.

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Biografia do Autor

Carolina Simões Pacheco, Universidade Federal do Paraná

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também fez sua graduação em Ciências Sociais e mestrado em Sociologia. Tem experiência em docência, pesquisa acadêmica e consultaria em política políticas especialmente nas áreas de Sociologia da Juventude, Educação e Direitos Humanos.  Atualmente participa do Laboratório de Pesquisa em Educação, Transmissão Intergeracional, Trabalho e Política (TRAMAS/FEUSP). E-mail: carolsp9@gmail.com

Camila Ribeiro de Almeida Rezende, Universidade Estadual do Paraná

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná e professora do Centro de Artes e Museologia da Universidade Estadual do Paraná. Atua com investigações transdisciplinares e interseccionais (qualitativas e quantitativas) com foco em sociologia das emoções, epistemologia da Linguagem Simples, violência simbólica, justiça linguística e pesquisa-ação institucional para emancipação. É bacharela e mestra em Artes, Cultura a Linguagens pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atuou coordenadora no Centro de Assessoria de Publicação Acadêmica - CAPA/UFPR e no Laboratório de Cultura Digital UFPR/MinC.

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Publicado

2026-08-30

Como Citar

Pacheco, C. S., & Rezende, C. R. de A. (2026). APRENDENDO A TRANSGREDIR: A INTERSECCIONALIDADE DAS OCUPAÇÕES SECUNDARISTAS. Linguagens, Educação E Sociedade, 30(63), 1–30. https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8324

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