ETNOMATEMÁTICA: ESCREVIVÊNCIAS DE UMA PROFESSORA
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i64.8363Palavras-chave:
Etnomatemática, Interseccionalidade, Escrevivências, ResistênciaResumo
Esse trabalho se relaciona ao campo da Educação Matemática, articulando a Etnomatemática e a interseccionalidade para compreender como essas dimensões se entrelaçam. Parte da escrevivência como ferramenta metodológica, política e epistemológica. Assim, ao mostrar experiências vividas e sentidas no cotidiano da escola, busca-se compreender como gênero, sexualidade, raça, território e classe permeiam corpos docentes e discentes, produzindo silêncios, tensões e resistências. O texto problematiza a Matemática como linguagem socialmente construída, a qual é marcada por relações de poder e por processos de exclusão. Nesse ínterim, a Etnomatemática é delineada como uma possibilidade de renovação pedagógica. Portanto, ao longo da produção, são descritas práticas, episódios e projetos vividos em sala de aula, como o Projeto “Semeando a Etnomatemática”, que mostram como a abordagem interseccional é capaz de alterar a noção de neutralidade da Matemática, revelando-a, também, como um campo de disputa simbólica e política. Por fim, o trabalho defende que pensar a Matemática a partir dos corpos, dos territórios, dos afetos e das histórias é condição necessária para a construção de uma Educação comprometida com a justiça social, com a pluralidade de existências e com a democratização do conhecimento.
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