ETNOMATEMÁTICA: ESCREVIVÊNCIAS DE UMA PROFESSORA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i64.8363

Palavras-chave:

Etnomatemática, Interseccionalidade, Escrevivências, Resistência

Resumo

Esse trabalho se relaciona ao campo da Educação Matemática, articulando a Etnomatemática e a interseccionalidade para compreender como essas dimensões se entrelaçam. Parte da escrevivência como ferramenta metodológica, política e epistemológica. Assim, ao mostrar experiências vividas e sentidas no cotidiano da escola, busca-se compreender como gênero, sexualidade, raça, território e classe permeiam corpos docentes e discentes, produzindo silêncios, tensões e resistências. O texto problematiza a Matemática como linguagem socialmente construída, a qual é marcada por relações de poder e por processos de exclusão. Nesse ínterim, a Etnomatemática é delineada como uma possibilidade de renovação pedagógica. Portanto, ao longo da produção, são descritas práticas, episódios e projetos vividos em sala de aula, como o Projeto “Semeando a Etnomatemática”, que mostram como a abordagem interseccional é capaz de alterar a noção de neutralidade da Matemática, revelando-a, também, como um campo de disputa simbólica e política. Por fim, o trabalho defende que pensar a Matemática a partir dos corpos, dos territórios, dos afetos e das histórias é condição necessária para a construção de uma Educação comprometida com a justiça social, com a pluralidade de existências e com a democratização do conhecimento.

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Biografia do Autor

Giannina Maria do Espírito Santo Wildhagen, Universidade Estácio de Sá

Pós-Doutorado em Saúde Coletiva - Universidade de Brasília (UnB). Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação - Universidade Estácio de Sá (UNESA).  E-mail: giannina.es@gmail.com.

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Publicado

2026-09-05

Como Citar

de Oliveira Rodrigues, J., & do Espírito Santo Wildhagen, G. M. (2026). ETNOMATEMÁTICA: ESCREVIVÊNCIAS DE UMA PROFESSORA . Linguagens, Educação E Sociedade, 30(64), 1–27. https://doi.org/10.26694/rles.v30i64.8363

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