A(R)TIVISMOS E INSURGÊNCIAS JUVENIS EM PERIFERIAS DE FORTALEZA
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8343Palavras-chave:
Juventude, Ativismos juvenis, Periferia, ArteResumo
Em face da violência, as juventudes periféricas de Fortaleza têm transformado a arte e a articulação política em ferramentas de resistência e ressignificação de suas trajetórias. Este artigo objetiva refletir acerca da atuação de ativismos juvenis em territorialidades periféricas na defesa do direito das juventudes, tendo como mote a experiência do Jovens Agentes de Paz (JAP) no desenvolvimento do “Festival das Juventudes: Arte, Cultura e Direitos Humanos”. Trata-se de uma pesquisa-inter(in)venção que se utilizou de diários de campo e entrevistas semiestruturadas. Os compartilhantes da pesquisa foram jovens entre 16 e 29 anos, integrantes do JAP e participantes do Festival. Os resultados estão organizados em três eixos: criação de espaços de formação política, políticas de pertencimento e experimentação artística articuladas à reivindicação de direitos. O estudo demonstra, por meio da experiência do JAP, como os ativismos juvenis têm desenvolvido tecnologias sociais que borram as fronteiras impostas pelos conflitos territoriais, confluenciando juventudes plurais em prol da problematização do contexto de violência e afirmação das potenciais juvenis. Tal experiência aponta caminhos para políticas públicas direcionadas às juventudes periféricas.
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