PERMANÊNCIA ESTUDANTIL E TRAJETÓRIA NO ENSINO SUPERIOR: INTERFACES ENTRE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i64.6983Palavras-chave:
Ações afirmativas, Ensino superior, Permanência Efetiva, Graduação, Pós-graduaçãoResumo
O artigo propõe reflexões sobre as políticas de ação afirmativa no Ensino Superior, buscando identificar como tais ações em interface com medidas correlatas, como as Políticas de Permanência Estudantil e Iniciação Científica, produzem condições para que o ingresso na pós-graduação seja possível. Considerando os atravessamentos estruturais abordados por autores que seguem perspectivas contra hegemônicas, decoloniais e contra coloniais, como Lélia Gonzalez (1988), o trabalho objetiva evidenciar, a partir de dados da realidade, como a trajetória de estudantes cotistas é impactada pelo racismo, sexismo e desigualdades de classe. Os procedimentos metodológicos apresentam dados de documentos oficiais e relatos compartilhados em pesquisa mais ampla de caráter qualitativo realizada entre 2020 e 2021 com estudantes da (omissão para avaliação cega). As entrevistas, instrumento do método qualitativo, foram importantes recursos para a compreensão da realidade vivida pelas participantes da pesquisa. Meio que permitiu aproximação da dinâmica que envolve a permanência na graduação e anseios futuros, como desejo de ingresso no mercado de trabalho, ingresso em curso lato sensu (a nível de especialização) e ingresso em cursos stricto sensu (mestrado e doutorado). Conclui-se, que as ações afirmativas e medidas correlatas são extremamente relevantes, no entanto, a partir de uma análise interseccional (Akotirene, 2019; Collins e Bilge, 2021), identifica-se que as escolhas futuras, como ingresso no mercado de trabalho ou na pós-graduação, são impactadas por avenidas de opressão e as condições de permanência continuam sendo ponto focal para o debate das ações afirmativas nos diferentes níveis de formação.
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