Escolhas contraceptivas e vulnerabilidade social em mulheres em idade reprodutiva
DOI:
https://doi.org/10.26694/reufpi.v15i1.6979Palavras-chave:
Anticoncepção, Saúde Reprodutiva, Saúde Sexual, AnticoncepcionaisResumo
Objetivo: Analisar a prevalência e os fatores preditores associados ao uso de métodos contraceptivos entre mulheres em idade reprodutiva atendidas em um serviço municipal. Métodos: Estudo quantitativo e transversal, realizado em duas unidades do Serviço Florescer, mediante a aplicação de formulário de pesquisa. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, antecedentes gineco-obstétricos, comportamento sexual e uso de contraceptivos. Para a análise estatística, utilizou-se o teste Qui-quadrado com nível de significância de 5%. Resultados: Identificou-se prevalência de uso de métodos contraceptivos de 61% entre as participantes, sendo a pílula anticoncepcional (22,6%) e o preservativo (16,6%) os mais utilizados. Por outro lado, 31% das mulheres não utilizavam nenhum método; dentre estas, observou-se que a maioria possuía apenas o ensino fundamental completo. Apresentaram-se como fatores preditores para o uso de contraceptivos a regularidade dos ciclos menstruais e a presença de um ou mais parceiros sexuais. Conclusão: O estudo identificou associação significativa entre o uso de métodos contraceptivos e fatores como regularidade do ciclo menstrual e número de parceiros sexuais, o que evidencia a influência de aspectos biológicos e comportamentais nas escolhas contraceptivas. Além disso, destaca-se o papel das condições de vulnerabilidade social como variável interveniente nesse cenário.
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