CARTOGRAFIA DO COLETIVO ANGOLEIRAS CABANAS: PEDAGOGINGAS, JUVENTUDE E INTERSECCIONALIDADE AFRO-DIASPÓRICA NA AMAZÔNIA PARENSE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8400

Palavras-chave:

Cartografia, Pedagogingas, Juventude, Mulheres Angoleiras, Amazônia Paraense

Resumo

Este trabalho cartografa as ações educativas, culturais e políticas do coletivo Angoleiras Cabanas, em Belém do Pará, na Amazônia Paraense, seguindo os fluxos das gingas e pedagogingas da capoeira angola praticada por jovens mulheres e corpos dissidentes integrantes desse coletivo. O estudo tensiona a tradição patriarcal que invisibiliza a presença de mulheres e de corpos dissidentes na prática da capoeira angola, tramando movências que escapam à captura cis-heteronormativa e ampliam as possibilidades de uma educação e cultura negra feminista, em constante processo de diferenciação. Sob uma perspectiva interseccional afro-diaspórica, feminista e da diferença, o texto entrecruza as linhas da raça, gênero, geração e território na produção de subjetividades juvenis amazônidas. Potencializa a ginga e a pedagoginga como conceitos e dispositivos teórico-metodológicos, percorrendo os devires-feministas que emergem nas rodas e cantigas. A análise cartográfica situa o coletivo como um território de mandinga e multiplicidade, que fortalece as redes coletivas de cuidado e agenciamento político. Nesse processo educativo subversivo, a pedagoginga emerge como uma educação outra dos corpos, dos saberes e dos territórios da capoeira angola, e o coletivo Angoleiras Cabanas mobiliza as juventudes amazônidas na luta antirracista e antipatriarcal através das artes-resistências de suas pedagogingas.

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Biografia do Autor

Alessandra Ferreiras Marinho, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutoranda em Educação pelo Programa de pós graduação em Educação na Amazônia – PGEDA. Pesquisadora da Rede de Pesquisa sobre Pedagogias decoloniais na Amazônia e do projeto Anarkhos. Áreas de pesquisa: educação, cultura, arte e relações de gênero. Professora de Língua Portuguesa na Secretaria Municipal de Educação e Cultura no município de Belém- PA e no Cursinho popular TF livre. Email: lecamarinho21@gmail.com

Gilcilene Dias da Costa, Universidade Federal do Pará

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGEDU/UFRGS), linha de pesquisa Filosofia da Diferença e Educação, 2008. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGEDU/UFRGS), linha de pesquisa Estudos Culturais em Educação, 2003. Professora Associada nível 4 da Universidade Federal do Pará / Campus Universitário do Tocantins/Cametá, vinculada à Faculdade de Linguagem

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Publicado

2026-08-27

Como Citar

Ferreiras Marinho, A., & Dias da Costa, G. (2026). CARTOGRAFIA DO COLETIVO ANGOLEIRAS CABANAS: PEDAGOGINGAS, JUVENTUDE E INTERSECCIONALIDADE AFRO-DIASPÓRICA NA AMAZÔNIA PARENSE. Linguagens, Educação E Sociedade, 30(63), 1–30. https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8400