JUVENTUDE SEM-TERRA EM PERSPECTIVA: REPERTÓRIOS, LUTAS POR RECONHECIMENTO E REDISTRIBUIÇÃO (2019-2025)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8395

Palavras-chave:

Movimentos sociais, MST, Reconhecimento, Redistribuição, Repertórios

Resumo

O artigo tem como objetivo identificar as lutas por reconhecimento e redistribuição, bem como os principais repertórios de ação da juventude sem-terra no Brasil, sob o olhar das teorias de Axel Honneth, Nancy Fraser e Charles Tilly. Para isso, foi empreendida uma análise de conteúdo de publicações de 2019 a 2025 no site do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra, utilizando o termo “juventude sem-terra”. Conclui-se que o MST tem incorporado, cada vez mais, aspectos de lutas por reconhecimento que, somados às suas pautas redistributivas, favorecem sua configuração como um movimento bivalente. No caso da atuação da juventude sem-terra, identificou-se a prevalência de pautas de reconhecimento e de redistribuição voltadas para a defesa do meio ambiente e da educação, além de repertórios de ação civis, conflitivos e “barbáricos”, representados principalmente por atividades formativas, ações de solidariedade e ocupações. A análise dos dados também permitiu compreender a diversidade de temáticas mobilizadas por esses atores, representando uma interseccionalidade de pautas que transcende a compreensão clássica de reforma agrária.

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Biografia do Autor

VICTOR LUIZ ALVES MOURÃO, Universidade Federal de Viçosa

Doutor em Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor Adjunto do Departamento de Ciências Sociais (UFV) e do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Realiza estudos na área de teoria sociológica e estudos sociais da ciência e tecnologia.

NATHÁLIA THAÍS COSMO DA SILVA, Universidade Federal de Viçosa

Doutora em Ingeniería para el Desarrollo Rural pela Universidad de Santiago de Compostela (USC). Professora Adjunta do Departamento de Economia Rural e do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Realiza estudos nas áreas de pesquisa participativa, governança de risco, sustentabilidade, desenvolvimento rural, comunidades tradicionais e resiliência.

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Publicado

2026-08-31

Como Citar

CAMPELO BARROS, G., ALVES MOURÃO, V. L., & COSMO DA SILVA, N. T. (2026). JUVENTUDE SEM-TERRA EM PERSPECTIVA: REPERTÓRIOS, LUTAS POR RECONHECIMENTO E REDISTRIBUIÇÃO (2019-2025). Linguagens, Educação E Sociedade, 30(63), 1–30. https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8395

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