Prevalência e fatores associados à ocorrência de casos de dengue grave no Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.26694/reufpi.v15i1.7104Palavras-chave:
Dengue, Fatores de Risco, Saúde Pública, Epidemiologia, Vigilância em SaúdeResumo
Objetivo: Analisar a prevalência e os fatores associados à ocorrência de casos de dengue grave no Maranhão. Métodos: Estudo transversal e analítico com dados secundários de casos confirmados de dengue notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2019 a 2023. A classificação da dengue foi baseada nos critérios do Ministério da Saúde: dengue sem sinais de alarme, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Realizou-se análise de regressão logística para estimação do odds ratio (OR), considerando nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Notificaram-se 17.324 casos de dengue, sendo 100 (0,58%) casos de dengue grave, com maior prevalência em indivíduos com idade <10 anos (35,0%), sexo masculino (53,5%), pardos (81,0%), com 0-8 anos de estudo (72,2%). As manifestações clínicas mais frequentes foram extremidades frias (30,0%), taquicardia e hematêmese (23,0%) e alteração da consciência (19,0%). Houve associação significativa entre hospitalização (OR=28,71; IC95% 10,26–80,55; p<0,001) e óbito (OR=92,75; IC95% 44,36–193,95; p<0,001) com os casos de dengue grave. Observou-se altas taxas de letalidade em toda série histórica, exceto em 2021. Conclusão: Fatores sociodemográficos e clínicos influenciam a gravidade da dengue no Maranhão, exigindo estratégias integradas de prevenção e manejo precoce para redução da prevalência e letalidade.
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