Discentes do curso de enfermagem com deficiência e os desafios vivenciados na formação superior
DOI:
https://doi.org/10.26694/reufpi.v15i1.8660Palavras-chave:
Acessibilidade Arquitetônica, Estudantes de Enfermagem, Inclusão Escolar, Pessoas com Deficiência, UniversidadesResumo
Objetivo: Descrever os desafios vivenciados por discentes da graduação em Enfermagem com deficiência. Método: Estudo transversal, misto, com 23 estudantes de Enfermagem com deficiência de uma universidade pública do estado do Piauí. Os dados foram coletados de agosto a novembro de 2025 por meio de questionário on-line e analisados por estatística descritiva e Análise de Conteúdo. Resultados: Predominaram estudantes do sexo feminino, pardos e egressos de escola pública. A deficiência psicossocial foi a mais frequente, com alta ocorrência de ansiedade e depressão. Identificaram-se barreiras físicas, como infraestrutura precária e transporte inadequado; pedagógicas, marcadas pela rigidez curricular e pelo despreparo docente; e atitudinais, evidenciadas por capacitismo e isolamento. A participação em pesquisa e extensão foi baixa, e a monitoria ocorreu majoritariamente sem remuneração. Apesar das barreiras, o suporte familiar e financeiro atuou como facilitador da permanência. Conclusão: A garantia do direito à educação exige superar a lógica capacitista, investindo na adequação arquitetônica, na formação pedagógica docente e na ampliação do suporte psicossocial, assegurando uma formação equânime e livre de barreiras.
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