GEOPOLÍTICA E UNIVERSALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DESTRUTIVA
DOI:
https://doi.org/10.26694/2317-3254.rcp.v14i1.8894Palavras-chave:
geopolítica, crise estrutural do capital, produção destrutivaResumo
O texto analisa a relação entre a geopolítica e as atuais formas de acomodação das contradições do capitalismo global (Harvey, 2005), no contexto da crise sociometabólica estrutural do capital (Mészáros, 2011). Busca demonstrar como a geopolítica, enquanto expressão das relações de poder entre os Estados e de seus interesses extranacionais, tornou-se um dos principais mecanismos de universalização da produção destrutiva. Argumenta-se que, na dinâmica da crise estrutural — marcada pela ativação dos limites absolutos da acumulação —, o sistema produtivo deixa de operar como mediador da reprodução ampliada do capital e se converte em força destrutiva imanente. Nesse cenário, a geopolítica deixa de ser mera manifestação de poder para se tornar instrumento autofágico. Conclui-se que, a partir do atual quadro geopolítico — caracterizado pela reconfiguração dos blocos de poder, pela importância da China, pelos conflitos em Gaza e na Ucrânia e pelas investidas imperialistas na Venezuela e na Groenlândia —, evidencia-se um movimento geral de autodestruição, que se expressa em duas frentes: a produção perdulária destrutiva e a destruição objetiva promovida pela guerra.
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