Percurso terapêutico de pessoas diagnosticadas com insuficiência cardíaca
DOI:
https://doi.org/10.26694/reufpi.v15i1.7213Palavras-chave:
Insuficiência cardíaca, Acesso aos serviços de saúde, Continuidade da assistência ao paciente, Serviços de saúdeResumo
Objetivo: Identificar o percurso terapêutico de pessoas com insuficiência cardíaca em uma região de saúde cearense. Métodos: Estudo transversal, descritivo, documental, com abordagem quantitativa, realizado mediante análise retrospectiva de prontuários de pessoas com diagnóstico de insuficiência cardíaca atendidas em hospital de referência no município de Iguatu, Ceará, referentes ao período de 2018 a 2021. Foram analisados 427 prontuários, excluindo-se aqueles indisponíveis ou sem registro do diagnóstico de insuficiência cardíaca. Resultados: O percurso terapêutico evidenciou a emergência como principal porta de entrada para o atendimento das pessoas com insuficiência cardíaca (91,1%), enquanto a Unidade Básica de Saúde representou 1,4% dos primeiros atendimentos. Predominaram pessoas do sexo masculino (58,5%), com média de idade de 72 anos (DP = 12,67). Entre os fatores de risco modificáveis, destacaram-se a hipertensão arterial sistêmica (47,5%) e o diabetes mellitus (21,7%). Conclusão: O percurso terapêutico das pessoas com insuficiência cardíaca caracterizou-se pela emergência hospitalar como principal porta de entrada para o atendimento, enquanto a Atenção Primária à Saúde representou o primeiro ponto de atendimento em pequena proporção dos casos. Esses achados podem subsidiar estratégias para o aprimoramento da organização da Rede de Atenção à Saúde e do cuidado às pessoas com insuficiência cardíaca.
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