FILHOS(AS) DA DESISTÊNCIA, GRAVIDEZ PRECOCE, EVASÃO ESCOLAR E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO.
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8273Resumo
O presente artigo buscou analisar a conexão entre a gravidez precoce, a evasão escolar e a precarização do trabalho, com destaque para a interseccionalidade entre raça, classe e gênero. Para isso, utilizou-se uma metodologia de natureza exploratória e qualitativa, com abordagem decolonial correlacionando dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e o Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) com as discussões teóricas evocadas por Cida Bento (2022), Suely Carneiro (2023) e Donna Haraway (2009) no que concerne aos espaços sociais e historicamente designados à mulher nas narrativas coloniais. Nesse sentido, a pesquisa revela que a maternidade na adolescência, especialmente ao se tratar de jovens negras, é um marcador de exclusão social que solidifica desigualdades históricas. Essa subalternização vivenciada por tais mulheres, é sustentada por legados coloniais que invisibilizam saberes, privam-nas de direitos e prejudica a ascensão socioeconômica das jovens mães.
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