GEOPOLÍTICA E ACUMULAÇÃO PRIMITIVA
ESTADOS, ECONOMIAS NACIONAIS-COLONIAIS E MERCADO MUNDIAL
DOI:
https://doi.org/10.26694/2317-3254.rcp.v14i1.8896Palavras-chave:
geopolítica, Marx, acumulação primitiva, Estado, mercado mundialResumo
Este artigo analisa a relação entre a crítica marxiana da acumulação primitiva de capitais e sua dimensão geopolítica, destacando os processos históricos de violência sistemática, expropriação e destruição dos modos de produção pré-capitalistas promovidos por Estados e agentes comerciais. O objetivo central consiste em examinar como a acumulação primitiva, longe de constituir um momento localizado ou excepcional, articulou-se à formação de um mercado mundial e à consolidação de hierarquias geopolíticas entre Estados centrais e periferias coloniais. Metodologicamente, trata-se de um estudo teórico-bibliográfico, fundamentado na análise crítica de textos de Marx e de intérpretes contemporâneos, com ênfase na abordagem histórico-dialética. Os resultados indicam que a experiência inglesa, tomada por Marx como referência empírica, permite compreender simultaneamente a dissolução do feudalismo, a gênese das relações capitalistas de trabalho, a formação de economias nacionais e a expansão geográfica da acumulação primitiva vinculada à ascensão e ao deslocamento dos centros geopolíticos comerciais, manufatureiros, financeiros e escravistas – como Espanha, Portugal, Holanda, França e Inglaterra.
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