DIALÓGOS SOBRE A NOVA ROTA DA SEDA CHINESA
PROPOSIÇÕES PARA O TERMINAL DE USO PRIVADO PORTO SÃO LUÍS, MARANHÃO
DOI:
https://doi.org/10.26694/2317-3254.rcp.v14i1.8890Palavras-chave:
nova rota da seda, Maranhão, TUP Porto São Luís, impactos ambientaisResumo
Este artigo analisa a Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI – Belt and Road Initiative), também conhecida como Nova Rota da Seda, suas implicações ambientais e os possíveis interesses de inserção no estado do Maranhão, em especial no Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís. Parte da hipótese de que o TUP (em construção), financiado por capital chinês, representa um dos pontos estratégicos considerados na expansão da BRI no Brasil. A pesquisa fundamenta-se em autores como Hendler (2021), Kroetz e Germanò (2022), Wang (2023) e Ribeiro (2024), além de dados do Conselho Empresarial Brasil-China (2022; 2023) e do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (2022). As análises indicam que, embora o Brasil e o Maranhão ainda não tenham formalizado adesão à iniciativa, o TUP São Luís apresenta potencial geoeconômico para integração à rota, dada sua localização estratégica e infraestrutura portuária. Ressalta-se, contudo, a necessidade de um debate crítico sobre os possíveis impactos ambientais e socioeconômicos decorrentes dessa integração. O estudo, de caráter exploratório e analítico pretende contribuir para a reflexão acerca das condições que podem viabilizar a consolidação da BRI no território maranhense.
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