A ergonomia e o trabalho docente

Autores

  • Valdirene Barbosa de Sousa Centro Universitário Novafapi - Uninovafapi
  • Maria Gessi Leila Medeiros Universidade Estadual do Piauí - UESP

DOI:

https://doi.org/10.26694/caedu.v4i3.2927

Palavras-chave:

Ergonomia , Condições de Trabalho, Docente , COVID -19

Resumo

Este estudo tem por objeto o impacto do ensino remoto para a saúde do professor, em home office.Define como problema de pesquisa a seguinte questão: como a ergonomia avalia a prática laboral docente em home office para a saúde do professor durante o período de isolamento social em razão dapandemia do Coronavírus? Assim, este artigo tem por objetivo principal analisar o impacto do ensino remoto para a saúde do professor, à luz da Norma Regulamentadora (NR-17) do Ministério do Trabalho. Para atingir tal objetivo, adota a pesquisa bibliográfica, descritiva e explicativa, com base na abordagem qualitativa. Para embasar o estudo, dialoga com alguns autores, a exemplo de Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015), Hodges et al. (2020), Láuar et al. (2010), Monteiro e Souza (2020), Tostes et al. (2018),
entre outros, como também utiliza documentos oficiais para fundamentar legalmente a temática aqui abordada. Como resultado, foi verificado que esta modalidade permite analisar ergonomicamente o ambiente de trabalho dos docentes, demonstrando as reais condições de trabalho desses profissionais em trabalho home office gerado pela pandemia da Covid-19, as quais contribuíram para o desenvolvimento de doenças físicas, cognitivas e organizacional, comprometendo, com isso, a qualidade de vida e a dignidade do docente.

Biografia do Autor

Valdirene Barbosa de Sousa, Centro Universitário Novafapi - Uninovafapi

Graduação em GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI (2018). Com Especialização em TUTORIA E GESTÃO DA EAD (2021) e DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR (2022) pela FACULDADE ADEMAR ROSADO. Experiência no setor Administrativo, Assistente de vendas, Recepcionista e Consultora Técnica.

Maria Gessi Leila Medeiros, Universidade Estadual do Piauí - UESP

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Piauí (2014/2017). Mestra em Educação pela UFPI (2011/2013). Especialista em Direito Civil e Processo Civil pelo CEUT (2010). Especialista em Mediação de Conflitos pela Estácio de Teresina (2018) e em Docência do Ensino Superior pela FAESPI (2016). Bacharelada em Direito e Licenciada em Letras Português, ambas pela Universidade Estadual do Piauí (2004 e 2007, respectivamente). Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pelo Instituto de Educação e Tecnologias (INET) (2014). Coordenadora de Políticas Judiciárias de Cidadania do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) - Tribunal de Justiça do Piauí. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação, Gênero e Cidadania (NEPEGECI/UFPI). Coordenadora da Pós-Graduação em Mediação de Conflitos e Justiça Restaurativa da Escola do Legislativo do Piauí (ALEPI). Integrante do Observatório das Juventudes (OBJUVE/UFPI). Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação na Psicologia Sócio-Histórica (NEPSH/UFPI). Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Mediação de Conflitos, Justiça Restaurativa e Direitos Humanos com foco na Educação da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) - Campus Clóvis Moura - Teresina-PI. É pesquisadora na área de Cultura de Paz e Mediação de Conflitos. Atualmente, é Docente da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e da Uninassau - Teresina ? PI (Curso de Direito e Pedagogia). Docente de pós-graduação em instituições de ensino superior no Piauí. Com atuação nas seguintes áreas: Direito Civil; Direito Ambiental; Direito Administrativo; Hermenêutica e Argumentação Jurídica; Direitos Humanos; Justiça Restaurativa, Linguagem e Português Jurídico. Na área da Educação: Organização, Legislação e Políticas do Ensino Superior; Sociologia da Educação; Planejamento e Projetos Educacionais; Responsabilidade Social; Financiamento da educação; Planejamento, Execução e Avaliação no Ensino Superior; Fundamentos Teóricos e Práticos da Coordenação Pedagógica; Metodologia da Pesquisa; Didática. Autora de livros e artigos científicos na área da Educação, Educação Jurídica e Direito.

Referências

ABERGO. Associação Brasileira de Ergonomia. 2020. Disponível em:https://www.abergo.org.br/. Acesso em: 13 maio 2022.

BACICH, L.; TANZI NETO, A.; TREVISANI, F. M. (Org.). Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015.

BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10152: Níveis de ruído para conforto acústico. Rio de Janeiro, 1987. Disponível em:http://licenciadorambiental.com.br/wp-content/uploads/2015/01/NBR-10.152-N%C3%ADveis-de-ru%C3%ADdo-para confortoac%C3%BAstico.pdf. Acesso em: 25abr. 2022.

BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5413/1992 – Iluminância de Interiores. Disponível em:http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/TM802/NBR5413.pdf.Acesso em: 25 abr. 2022.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei n.º 9394/96.Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: 1996. Disponível em:https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 25 abr. 2022.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Manual de aplicação da Norma Regulamentadora nº 17. 2. ed. Brasília: MTE, 2002.

BRASIL. Portaria n. 343, de 17 de março de 2020. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do Novo Coronavírus – COVID-19. Brasília: Casa Civil, 2020a. Disponível em:https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-343-de-17-de-marco-de-2020-248564376. Acesso em: 8 mai. 2021

BRASIL. Portaria n. 345, de 19 de março de 2020. Altera a Portaria MEC nº 343, de 17de março de 2020. Brasília: Casa Civil, 2020b. Disponível em:https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index,jsp?jornal=603&pagina=1&data19/03/2020&totalArquivos=1. Acesso em: 8 mai. 2022.

BRIDI, M. A.; BOHLER, F. R.; ZANONI, A. P. Relatório técnico da pesquisa: trabalho remoto/home-office no contexto da pandemia COVID-19. Curitiba: GETS/UFPR; REMIR,2020. Disponível em: https://www.eco.unicamp.br/remir/index.php/condicoesdetrabalho/202-o-trabalho-remoto-home-office-no-contexto-da-pandemiacovid-19-parte-ii.Acesso em: 10 out. 2021.

CASTAÑON, J. A. B. et al. O home office e a ergonomia nas condições de trabalho e saúde de arquitetos e engenheiros. 1º Congresso Internacional de Ergonomia Aplicada, BluchermEngineering Proceedings, Volume 3, p. 643-654, 2016. ISSN 2357-7592.

CARVALHO, V. G.; SANTOS, Associação entre sensação de dor e desconforto pelos segmentos corporais. Educação em Questão, Natal, v. 33, n. 19, p. 35-62, dez. 2008.

CNN BRASIL. Home office deve crescer 30% no país após fim do isolamento, dizFGV. Pesquisa qualitativa revela tendência depois da pandemia. 2020. Disponível em:https://www.cnnbrasil.com.br/business/home-office-deve-crescer-30-no-paisapos-novo-coronavirus-diz-fgv/. Acesso em: 23 jun. 2022.

HENRIQUE, Trazíbulo. COVID-19 e a internet (ou estou em isolamento social físico).Interfaces Científicas – Humanas e Sociais, Aracaju, v. 8, n. 3, p. 173-176, 2020.Disponível em: https://periodicos.set.edu.br/humanas/article/view/8713. Acesso em: 28

abr. 2020.

HODGES, C. et al. The difference between emergency remote teaching and online learning. Educause Review, Louisville, v. 55, n. 2, p. 1-8, march 2020.

JANNECK, M. et al. Ergonomics to go: Designing The Mobile Workspace. International Journal of Human-Computer Interaction, v. 34, n. 11, nov. 2018. p. 1052-1062.

LÁUAR, A. C. F. et al. A origem da Ergonomia na Europa: contribuições específicas da Inglaterra e França. In: SILVA, J. C. P.; PASCHOARELLI, L. C. (Coord.). A evolução da ergonomia e seus pioneiros. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

MAGER, G. B.; MERINO, E. A contribuição da ergonomia no design de home offices. Ufsc: Centro de Comunicação e Expressão, Florianópolis, 25 abr. 2012.

MONTEIRO, B. M. M.; SOUZA, J. C. Mental health and university teaching workingconditions in the COVID 19 pandemic. Research, Society and Development, v. 9, n. 9,2020.

MOTTA, F. V. Avaliação ergonômica de postos de trabalho no setor de pré impressão de uma indústria gráfica. 2009. 60 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia de Produção, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2009

PORTO, M. M. O projeto de iluminação na análise ergonômica do trabalho. 2010. Disponível em: http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/Arquitetural/interiores/ilumina%E7%E3o%20industrial/o_projeto_de_iluminacao_na_analise_ergonomica_do_trabalho.pdf. Acesso em: 28 abr. 2020.

STANAM, A.; GOLLA, V.; VASA, S. J.; TAYLOR, R. D. Exposure to Computer Work andPrevalence of Musculoskeletal Symptoms Among University Employees: A Cross-Sectional Study. Journal of Environmental Health, p. 14-19, mar. 2019.

TOSTES, M. V. et al. Sofrimento mental de professores do ensino público. Saúde em Debate, v. 42, n. 116, p. 87-99, 2018.

UNESCO. COVID-19: impact on education. Montreal: UNESCO Institute for Statistics, 2020.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. TelessaúdeRS (TelessaúdeRS-UFRGS). Qual a diferença entre distanciamento físico, isolamento e quarentena? Porto Alegre; 13 Jan 2022. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/posts_coronavirus/qual-a-diferenca-de-distanciamento-social-isolamento-e-quarentena/. Acesso em: 28 abr. 2020.

Downloads

Publicado

2022-12-29

Como Citar

SOUSA, V. B. de; MEDEIROS, M. G. L. . A ergonomia e o trabalho docente. CAMINHOS DA EDUCAÇÃO diálogos culturas e diversidades, [S. l.], v. 4, n. 3, p. 01-14, 2022. DOI: 10.26694/caedu.v4i3.2927. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/cedsd/article/view/2927. Acesso em: 26 maio. 2024.

Edição

Seção

ARTIGOS