A ÉTICA DA AUTENTICIDADE E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A QUALIDADE DA DEMOCRACIA

Autores/as

  • Paulo Rangel Araújo Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.26694/pet.v8i16.1991

Palabras clave:

Charles Taylor, Ética da Autenticidade, Despotismo Suave, Qualidade da Democracia

Resumen

O que o filósofo canadense Charles Taylor chamou de ética da autenticidade foi o deslocamento do acento moral do geral para o particular. Assim sendo, fala-se de um significado moral independente e crucial para formar seres humanos verdadeiros e completos segundo a lógica do mundo atual. Este estudo compõe-se de uma pesquisa bibliográfica por meio da qual pretende demonstrar as consequências dessa nova forma de eticidade para o funcionamento dos regimes ditos democráticos, vez que, estes carecem bem mais do que o voto para um bom funcionamento das instituições públicas. Logo, se uma das características desse modelo ético é, exatamente, uma sociedade fragmentada, onde as inciativas dizem respeito apenas a interesses individuais ou corporativos, cresce – cada vez mais – o sentimento de que o eleitorado é indefeso contra o Estado que não é mais democrático, mas transvestido por um “despotismo suave”.  

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Publicado

2017-12-15

Cómo citar

ARAÚJO FERREIRA, Paulo Rangel. A ÉTICA DA AUTENTICIDADE E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A QUALIDADE DA DEMOCRACIA. Cadernos do PET Filosofia, [S. l.], v. 8, n. 16, p. 55–63, 2017. DOI: 10.26694/pet.v8i16.1991. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/pet/article/view/1991. Acesso em: 27 feb. 2026.

Número

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ARTIGOS/ VARIA

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