Apontamentos sobre a Metáfora em Paul Ricoeur
DOI :
https://doi.org/10.26694/pensando.vol16i39.6079Mots-clés :
Paul Ricœur, Metáfora, Inovação semântica, Ficção, HermenêuticaRésumé
A Metáfora Viva de Paul Ricœur examina a metáfora sob diferentes perspectivas: retórica aristotélica, análise semiótica no nível da palavra, semântica no nível da frase, e hermenêutica no nível do discurso. Ricœur legitima cada abordagem dentro de seus próprios limites, formando um encadeamento sistemático da palavra ao discurso. Ele argumenta que uma análise semiótica ignora o contexto, enquanto a semântica não diferencia entre alegoria e metáfora restando à hermenêutica oferecer uma referência mais abrangente. Metáfora viva é aquela que mantém seu poder inovador operando por meio de uma transgressão da linguagem cotidiana e científica, preservando o poder criador e heurístico da linguagem. Metáforas vivas possibilitam uma experiência simbólica da linguagem em sua dimensão mais profunda.
Références
AZEREDO, J. L. Pensamento e poesia como formar significantes da vida: uma interlocução entre Heidegger e Ricœur. Kínesis, v. 11, n° 27, pp.50-59, 2019.
BACHELARD, G. A poética do espaço. São Paulo: Abril, 1974.
BRAGA, H. M. A metáfora viva de Paul Ricœur: passagem icônica, o discurso especulativo, a filosofia: supremacia da epífora. Último Andar, v. 18, pp.24-42, 2010. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/ultimoandar/article/view/13291
Acesso em 08/05/2024.
CUNHA, W. M. da. O problema da imaginação semântica em A metáfora viva de Paul Ricœur. Sapere Aude, v. 13, n. 25, pp. 188-210, 2022.
FONSECA, M. J. M. Introdução à hermenêutica de Paul Ricœur. Milenium: jornal of education, Technologies and health, v. 36, n. 14, pp. 1-27, 2009.
FLICKINGER, H.-G. Da experiência da arte à hermenêutica filosófica. In: Hermenêutica filosófica: nas trilhas de Hans-Georg Gadamer. ALMEIDA, C. L. S. de; FLICKINGER, H.-G.; ROHDEN, L. (orgs). Porto Alegre: Edipucrs, 2000.
Hilgert, M. C. Reflexões sobre o conceito de metáfora de Paul Ricœur e a noção de euforia da tradução. Ciência & Trópico, v. 39, n. 1, pp. 53-75, 2016. Acesso em: 15/05/2024. Disponível em https://periodicos.fundaj.gov.br/CIC/article/view/1540
ISER, W. O ato da leitura Vol. 1. São Paulo: 34, 1996.
JAPIASSÚ, H. Apresentação à obra Interpretação e ideologia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.
MARTINI, R. M. F. Paul Ricœur: metáfora e metafísica. Filosofia Unisinos, v. 15, n. 3, pp. 210-225, 2014.
RICŒUR, P. A metáfora viva. 2ª. Edição. Porto: Rés, 2005.
_____. Du texte à l’action – essais d’herméneutique II. France: Éditions du seuil, 1986.
_____. Interpretação e Ideologia. 3a. Edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.
_____. La métaphore et le problème central de l'herméneutique. Revue Philosophique de Louvain, v. 70, pp. 93-112,1972.
_____. Teoria da interpretação. Lisboa: Edições 70, 2019.
SANFELICE, V. O. Metáfora e imaginação poética em Paul Ricœur. (Dissertação). Programa de Pós-graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria, 93p., 2014.
STEFANI, J. A constituição do sujeito em Paul Ricoeur: uma proposta ética e hermenêutica. (Dissertação). Programa de Pós-graduação em Filosofia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, 109p., 2006.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© PENSANDO - REVUE DE PHILOSOPHIE 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Consulter: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/





















