EDUCAÇÃO ENTRE MUNDO COMUM E DIFERENÇA: DIÁLOGOS (IM)PERTINENTES ENTRE HANNAH ARENDT, SILVIO GALLO E LÍDIA MARIA RODRIGO
Palavras-chave:
Hannah Arendt. Silvio Gallo. Lídia Maria Rodrigo. Educação. Mundo comum. Diferença.Resumo
O presente artigo investiga as tensões e convergências entre a concepção de educação como introdução ao mundo comum, formulada por Hannah Arendt, e as perspectivas da diferença e da criação, desenvolvidas por Silvio Gallo e Lídia Maria Rodrigo. A problemática central reside na seguinte questão: como sustentar a tarefa de apresentar o mundo comum às novas gerações sem sufocar a potência da diferença e da criação? Argumenta-se que, longe de configurarem posições excludentes, os aportes dos autores permitem delinear um campo de interlocução produtivo, ainda que marcado por (im)pertinências. Enquanto Arendt destaca a necessidade de conservar e renovar o mundo, Gallo e Rodrigo tensionam essa relação enfatizando a educação como espaço de experimentação e resistência. Para compreender a educação como prática situada entre a responsabilidade pela continuidade do mundo e a abertura ao imprevisível da diferença, o artigo adota como referenciais teóricos primários as obras Entre o passado e o futuro e A condição humana, de Hannah Arendt, Metodologia do ensino de filosofia, de Silvio Gallo, e Filosofia em sala de aula, de Lídia Maria Rodrigo. Com o debate, conclui-se que os diálogos (im)pertinentes entre os autores evidenciam tensões constitutivas da educação e oferecem um horizonte fecundo para investigar a autoridade e a formação docente, além do papel da escola em contextos marcados pela crise do comum.



