Docência sob ataque
violências invisíveis e precarização do trabalho de professores de Sociologia na pandemia (2019–2022)
DOI:
https://doi.org/10.26694/revzab.v6i2.6854Palabras clave:
Ensino de sociologia, Pandemia, Governo Bolsonaro, Sociologia do ensino médio, Aulas remotasResumen
A comunicação foi desenvolvida através de uma metodologia que embora não seja nova, ainda é inovadora: a autoetnografia, no qual trás como ponto de partida a atuação da autora como professora do ensino médio. O objetivo é problematizar a experiência docente e os diferentes tipos de violências nas quais os professores de sociologia da educação básica foram expostos, a partir da atuação do governo de extrema direita, das falas depreciativas ao campo das ciências humanas, proferidas pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e a intercorrência da vigilância de controle dos conteúdos explanados, nas aulas virtualizadas durante o enfrentamento da pandemia de Covid-19. As ocorrências descritas, foram acompanhadas de inúmeras ameaças de demissões trabalhistas em escolas privadas pelo Brasil, além da própria desvalorização da disciplina como um componente importante por parte de alguns gestores, discentes e seus responsáveis; que se afinam com o discurso ideológico conservador e partilham do pressuposto de que a sociologia é “doutrinadora, bem como os professores são “comunistas”, o que não deixa de ser uma agressão e um tipo de violência sentida por esses. Por sua vez, o estudo levantou o seguinte questionamento: quais as contribuições que a sociologia pode oferecer subsídios de reflexão para compreender o cenário de violências enfrentadas pelos docentes no governo Bolsonaro (2019-2022)? Para responder à questão, além da utilização autoetnografia, realizou-se também uma pesquisa descritiva e explicativa para discutir os desafios da implementação da disciplina como componente obrigatório da educação básica no Brasil.