O TEAR E AS TECELÃS
DOI:
https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i31.6076Palavras-chave:
doulas, pedagogia crítica, humanização do parto e nascimentoResumo
Este estudo aborda a relevância da atuação das doulas no contexto obstétrico brasileiro e o ponto de encontro com a pedagogia crítica freiriana, utilizando a analogia do tear para explorar a complexidade e interconexão dos elementos envolvidos. As doulas ganharam destaque no cenário obstétrico no movimento de humanização do parto e nascimento, oferecendo suporte físico, informacional e emocional às gestantes, parturientes e puérperas, em contraste com o modelo biomédico tecnocrático que fragmenta e desumaniza a experiência do parto. Ao atuar dentro dos princípios da pedagogia crítica freiriana, as doulas podem promover um processo educativo dialógico, centrado na escuta ativa e na construção conjunta de saberes, desafiando a concepção "bancária" de educação que apenas deposita conhecimento de forma passiva. O estudo também destaca a importância da formação crítica e reflexiva para as doulas, que considere as características das gestantes, parturientes e puérperas, evitando a perpetuação de práticas opressoras. A regulamentação dos cursos de formação é vista como fundamental para garantir que a prática das doulas contribua para uma tessitura social mais justa, equitativa e humanizadora, integrando saberes populares e científicos. O trabalho das doulas, quando alinhado com os princípios da pedagogia crítica, não só humaniza o cuidado obstétrico, mas também promove a construção de uma sociedade em que o protagonismo das mulheres e das pessoas gestantes seja plenamente reconhecido e respeitado. Este entrelaçamento de práticas e saberes tem o potencial de transformar o cenário obstétrico brasileiro, criando um padrão de cuidado que seja forte, resistente e, acima de tudo, humano

