QUEM CUIDA DE QUEM CUIDA?

A DOULAGEM COMO PRÁTICA INSURGENTE PARA UM MATERNAR ANTI RACISTA E DECOLONIAL

Autores

  • Marluce Cristina Araújo Silva ASSOCIAÇÃO DE DOULAS DO PARÁ - ADOUPA
  • Natália Wulff Fetter Federação Nacional de Doulas do Brasil - FENADOULASBR
  • Thaissa de Oliveira Scerne ASSOCIAÇÃO DE DOULAS DO PARÁ - ADOUPA

DOI:

https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i31.6046

Resumo

Diante dos inúmeros desafios exigidos ao exercermos nossas maternidades mulheres- mães, são colocadas a margem de seus direitos, precisando se encaixarem nos moldes ditados por uma sociedade patriarcal e capitalista, no que tange os processos de gestar- parir-nascer-cuidar. O presente objetiva analisar e refletir a dinâmica do maternar como ato político, bem como, o trabalho realizado pelas Doulas em consonância com esta dinâmica e sua interseccionalidade. Buscaremos, estabelecer conexões com as Micropolíticas e suas Práticas Insurgentes, conceito este que concebe o exercício e o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos, sempre na tentativa de analisar cada saber, corpo e objeto, e sua produção de realidade, a partir das relações de poder. Por Práticas Insurgentes, abordaremos a doulagem[1], função a qual nasce de uma legitimidade que transcende a percepção dos modos de gestar-parir-nascer-cuidar, ressaltando como as Doulas[2] são contribuição para a garantia de direitos humanos. Hoje, estamos em um novo momento político, com a criação do PL 3946/2021 da profissionalização, que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania, e ainda, a criação do Projeto da Política Nacional de Cuidados elaborado pelo atual governo Federal. Apresentamos, portanto, a partir de relatos de três Doulas, a doulagem como Tecnologia Leve de Cuidados e seus Processos Insurgentes em Ativismo e Micropolíticas. Concluindo assim, a importância em estudarmos novas estratégias de garantia de direitos humanos, justiça reprodutiva e práticas de bem viver.

Biografia do Autor

Marluce Cristina Araújo Silva, ASSOCIAÇÃO DE DOULAS DO PARÁ - ADOUPA

Mulher-mãe e Doula há 10 anos e sócia fundadora da ADOUPA-Associação de Doulas do Pará. Mestra em Artes pelo Programa de Pós Graduação PPGARTES/UFPA, Professora de Teatro formada em Licenciatura em Teatro pela ETDUFPA- Escola de Teatro e Dança da UFPA, com Especialização na Arte de Contar Histórias pela FCC- Faculdade Conhecimento e Ciência, e Educadora Popular pela Escola Sócio ambiental do CAC-Centro Alternativo de Cultura/2019

Natália Wulff Fetter, Federação Nacional de Doulas do Brasil - FENADOULASBR

Mulher-mãe e Doula, membro da Federação Nacional de Doulas do Brasil e da ADOSUL- Associação de Doulas do Rio Grande do Sul. Mestra em Economia pela UNISINOS, Especialista em Relações Internacionais pela ESPM/RS, graduada em Administração com habilitação em Comércio Exterior pela UNISINOS Doula formada pela ANDO (2016) e pelo IFG campus Anápolis (2021), onde também atua como formadora no curso de formação de doulas

Thaissa de Oliveira Scerne, ASSOCIAÇÃO DE DOULAS DO PARÁ - ADOUPA

Mulher-mãe, avó e Doula e Educadora Perinatal desde 2022, Arquiteta e Urbanista, Especialista em Gestão Urbana e Desenvolvimento Local, consultora, gestora de projetos e articuladora social com experiência com trabalhos formativos de Educação em Saúde pelo Instituto Peabiru e UNICEF.

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Publicado

2026-01-02

Como Citar

Araújo Silva, M. C., Wulff Fetter, N., & de Oliveira Scerne, T. (2026). QUEM CUIDA DE QUEM CUIDA? : A DOULAGEM COMO PRÁTICA INSURGENTE PARA UM MATERNAR ANTI RACISTA E DECOLONIAL. Cadernos Do PET Filosofia, 16(31), 224–248. https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i31.6046