A moral como "Semiótica dos afetos" no pensamento de Nietzsche

Autores

  • Átila Brandão Monteiro UFPI

DOI:

https://doi.org/10.26694/pensando.vol16i39.6851

Palavras-chave:

nietzsche, genealogia, moral, afetos

Resumo

Este artigo propõe uma leitura do pensamento de Friedrich Nietzsche em que a moral é compreendida como uma “semiótica dos afetos”, ou seja, como expressão simbólica de determinadas configurações pulsionais historicamente consolidadas em forma de valores. Explicitando o procedimento genealógico desenvolvido pelo próprio Nietzsche, a investigação busca interpretar os valores morais não a partir de sua validade normativa, mas a partir de sua proveniência, função e efeitos sobre a vida. A análise é conduzida por uma abordagem filosófico-conceitual, centrada na leitura crítica de obras como Genealogia da moral, Além do bem e do mal e O crepúsculo dos ídolos, e mobiliza ainda comentadores contemporâneos. Parte-se da hipótese de que os valores morais atuam como sintomas de uma organização afetiva específica do corpo e da cultura, expressando formas de obediência e interiorização que produzem o “indivíduo moral”. A tipologia entre moral dos senhores e moral dos escravos permite avaliar os efeitos dos valores sobre a potência vital, servindo como critério para um diagnóstico filosófico das formas de vida. O artigo pretende ressaltar que Nietzsche não visa fundamentar uma nova moral, mas interpretar a moralidade enquanto linguagem simbólica dos afetos e prática histórica de organização da vida.

Biografia do Autor

Átila Brandão Monteiro, UFPI

Doutor em Filosofia (UFC), realizando estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Filosofia - UFPI. Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Piauí - UFPI e do Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO) pela mesma instituição.

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Publicado

31-01-2026

Como Citar

BRANDÃO MONTEIRO, Átila. A moral como "Semiótica dos afetos" no pensamento de Nietzsche. Pensando - Revista de Filosofia, [S. l.], v. 16, n. 39, p. 33–50, 2026. DOI: 10.26694/pensando.vol16i39.6851. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/pensando/article/view/6851. Acesso em: 5 fev. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS/VARIA

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