SÍTIOS HISTÓRICOS JESUÍTICOS-GUARANIS: USO DA PAISAGEM E O TRABALHO DE GUIAS DE TURISMO

Autores

  • Yuri Potrich Zanatta
  • Vinicios Nalin

Palavras-chave:

Percepção do espaço; patrimônio histórico; Geografia.

Resumo

Este trabalho discute o descompasso entre a descoberta espontânea da
paisagem, resultante da percepção espacial, e a mediação realizada por
guias de turismo em sítios históricos das missões jesuítico-guaranis. A partir da
reflexão sobre o papel da paisagem na vivência cotidiana, problematiza-se a
carência dessa dimensão nas práticas turísticas de dois sítios arqueológicos:
São Miguel Arcanjo, no Brasil, e San Ignácio Miní, na Argentina. As reflexões
emergem de observações de campo nesses locais e da constatação de que
os percursos de visitação propostos pelos guias não consideram certos
preceitos paisagísticos intrínsecos à organização espacial das antigas aldeias.
A metodologia empregada baseia-se na avaliação topoceptiva do lugar,
que enfatiza a percepção dos efeitos visuais produzidos pela morfologia do
espaço. Conclui-se que, nas visitas guiadas, a paisagem e a apreciação
estética ocupam um papel secundário, o que reduz o potencial de
contemplação e emoção que o patrimônio poderia suscitar nos visitantes dos
sítios arqueológicos.

Referências

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Publicado

2026-05-17

Como Citar

Potrich Zanatta, Y., & Nalin, V. (2026). SÍTIOS HISTÓRICOS JESUÍTICOS-GUARANIS: USO DA PAISAGEM E O TRABALHO DE GUIAS DE TURISMO. Geografia: Publicações Avulsas, 6(1), 79–103. Recuperado de https://periodicos.ufpi.br/index.php/geografia/article/view/8842

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