A educação bancária na filosofia de Paulo Freire e os desafios do novo ensino médio no Brasil
DOI :
https://doi.org/10.26694/cadnefi.v4i1.8198Mots-clés :
Educação bancária, Paulo Freire, Novo Ensino MédioRésumé
Este artigo realiza uma análise crítica das políticas educacionais brasileiras, confrontando o conceito freireano de "Educação Bancária" com os desafios e as contradições impostas pelo Novo Ensino Médio (NEM, Lei n. 13.415/2017). A Educação Bancária é discutida como um modelo de opressão que reduz o aluno a mero depositário de conteúdo. Argumenta-se que, sob o NEM, essa lógica se reatualiza através da priorização de itinerários formativos de caráter tecnicista e da subordinação da escola às demandas do mercado, precarizando a formação integral em favor da concepção de "capital humano". O estudo busca, assim, evidenciar a pertinência da filosofia de Paulo Freire para a resistência e a transformação. Como alternativa pedagógica, propõe-se a Educação como Prática da Liberdade, fundamentada em eixos estruturantes: o diálogo horizontal, a formação omnilateral (integral) e o protagonismo estudantil. Conclui-se que o legado freireano é fundamental para a reconstrução do Ensino Médio como um espaço de emancipação, criticidade e transformação social.