A configuração filosófica da razão moderna e os mecanismos sexistas segundo Mary Wollstonecraft

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26694/cadnefi.v4i1.8202

Palabras clave:

Razão, Modernidade, Sexualidade, Violências Epistêmicas

Resumen

Neste artigo serão desenvolvidas as características que configuraram a razão moderna a partir de uma concepção de gênero que foi baseada na hierarquia de valores, papéis e condições sexuais dos seres humanos. A partir da obra Reivindicação dos Direitos da Mulher de Mary Wollstonecraft, pretende-se realizar uma discussão crítica sobre a razão iluminista, destacando seu caráter discriminatório de gênero, fundamentado em narrativas supostamente racionais que buscavam naturalizar a desigualdade de gênero através da falsa ideia de que a intelectualidade da mulher seria inferior à do homem, bem como a postulação de uma hierarquia epistêmica que, ao nosso ver, gerou relações de poder autoritárias cujas consequências são as violências epistêmicas.

Biografía del autor/a

Edna Maria Magalhães do Nascimento, Universidade Federal do Piauí

Possui graduação em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (1985), Especialização em Filosofia Contemporanea - PUC - MG (1995), Mestrado em Educação (Ensino de Filosofia) pela Universidade Federal do Piauí (2002), Doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2012), Pós-doutorado em Filosofia, na área de epistemologia contemporânea, realizado na Universidade de Navarra- Espanha(2016/2017) e, está cursando Pós-Doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) sobre o Pragamtismo de Peirce.. Atualmente é professora Associada IV, da Universidade Federal do Piauí, lotada no Departamento de Fundamentos da Educação - DEFE/CCE. É professora dos seguintes programas de pós graduação da Universidade Federal do Piauí: Programa de Pós-Graduação em Filosofia - PPGFIL e Programa de Mestrado Profissional em Filosofia - PROF-FILO. É coordenadora do NEFI - NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE ENSINO DE FILOSOFIA UFPI e Sub Coordenadora do NEFEP - NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO E PRAGMATISMO. Coordenou do GT sobre Enfrentamento das violências de Gênero da UFPI que resultou na Resolução 237/2024 que instituiu a Politica de Enfrentamento das Violência da Gêneto, Étnico Racial e o assedio sexual. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase Filosofia da Educação, História da Filosofia, Filosofia da Linguagem e Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, ensino e filosofia, filosofia, pragmatismo, neopragmatismo, filosofia e gênero, pragmatismo feminista. Desenvolve pesquisa e publica sobre temas que envolve a discussão do naturalismo filosófico, empirismo radical, pragmatismo clássico( Peirce, James e Dewey), neopragmatismo (Richard Rorty) e autores linguísticos como Wittgenstein e Quine. Desenvolve pesquisas sobre a recepção do pragmatismo no Brasil, sobretudo em autores como Anísio Teixeira e Paulo Freire. Foi Coordenadora de Avaliação e Regulação Acadêmica da UFPI e Procuradora Institucional - PI (2021-2025). É pesquisadora de Produtividade da UFPI

Palloma Valéria Macedo de Miranda, Universidade Federal do Piauí

Graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí- UFPI. Mestranda em Filosofia pelo Programa de Filosofia da Universidade Federal do Piauí (PPGFIL). E-mail: pallomavaleria10@hotmail.com

Publicado

2026-02-10

Cómo citar

NASCIMENTO, Edna Maria Magalhães do; MIRANDA, Palloma Valéria Macedo de. A configuração filosófica da razão moderna e os mecanismos sexistas segundo Mary Wollstonecraft. Cadernos do NEFI, [S. l.], v. 4, n. 1, 2026. DOI: 10.26694/cadnefi.v4i1.8202. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/CadNefi/article/view/8202. Acesso em: 15 abr. 2026.