A configuração filosófica da razão moderna e os mecanismos sexistas segundo Mary Wollstonecraft
DOI :
https://doi.org/10.26694/cadnefi.v4i1.8202Mots-clés :
Razão, Modernidade, Sexualidade, Violências EpistêmicasRésumé
Neste artigo serão desenvolvidas as características que configuraram a razão moderna a partir de uma concepção de gênero que foi baseada na hierarquia de valores, papéis e condições sexuais dos seres humanos. A partir da obra Reivindicação dos Direitos da Mulher de Mary Wollstonecraft, pretende-se realizar uma discussão crítica sobre a razão iluminista, destacando seu caráter discriminatório de gênero, fundamentado em narrativas supostamente racionais que buscavam naturalizar a desigualdade de gênero através da falsa ideia de que a intelectualidade da mulher seria inferior à do homem, bem como a postulação de uma hierarquia epistêmica que, ao nosso ver, gerou relações de poder autoritárias cujas consequências são as violências epistêmicas.