A epistemologia pragmatista e instrumentalista de John Dewey e sua contribuição à experiência educativa
DOI :
https://doi.org/10.26694/cadnefi.v4i1.8195Mots-clés :
Pragmatismo, John Dewey, Experiência, EducaçãoRésumé
O pragmatismo é e foi pensado como uma filosofia da ação, fato ao qual podemos atrelar também seu reconhecimento nos meios acadêmicos. A ação no pragmatismo é entendida como um processo interativo e um procedimento de mudanças frente aos problemas que o homem se coloca cotidianamente. A conjectura educacional brasileira passa por mudanças e tais mudanças requerem uma filosofia ativa, interativa e reflexiva. O presente artigo trás esse propósito de apresentar o pragmatismo, como uma resposta segura a essa conjectura, a partir de uma pesquisa teórica da obra de um de seus pioneiros, John Dewey. Como um método que considera as questões acerca da realidade, sob o ponto de vista prático, o pragmatismo nos ensina que as ideias e o conhecimento são processos funcionais e só têm importância à medida em que seus elementos são úteis durante o desenvolvimento da experiência. A construção epistemológica no ambiente escolar só terá sentido se esse ambiente for entendido como um laboratório onde se experiencia a vida cotidiana. Desse modo, procuramos, por meio de nossa investigação teórica, situar de que forma a epistemologia pragmatista e instrumentalista de John Dewey pode contribuir em dias atuais para se repensar a prática educacional do professor de Filosofia no Ensino Médio bem como destacar as influências dessa teoria, na filosofia e, consequentemente, na educação brasileira. A investigação, parte das categorias teóricas da epistemologia deweyana, onde educação e experiência são um amalgama que propiciam um ambiente escolar de caráter laboratorial em que as experiências sejam constantemente reformuladas, e se estende para as influências que o pensamento deweyano exerceu na educação brasileira, a partir de figuras como Anísio Teixeira e Paulo Freire.