Avaliação dos resultados do teste rápido ML Flow em pacientes com hanseníase atendidos no Hospital das Clínicas-UFPE entre 2018 a 2024

Autores

  • André Martins Ornelas Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
  • Marcia Helena de Oliveira Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
  • Maria de Fátima de Medeiros Brito Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.26694/jcshu-ufpi.v8i3.6818

Palavras-chave:

Hanseníase, Testes Sorológicos, Classificação

Resumo

Introdução: Os testes sorológicos, baseados na detecção de anticorpos contra o glicolipídeo fenólico 1, ampliaram o leque de exames laboratoriais disponíveis para o diagnóstico e classificação da hanseníase. Dentre eles, o ML Flow se destaca como um teste rápido e de fácil execução, que pode ser utilizado como ferramenta auxiliar no manejo dos portadores da doença. Objetivo: avaliar qualitativamente o resultado do teste ML Flow entre casos de hanseníase diagnosticados no Hospital das Clínicas-UFPE entre 2018 e 2024. Método: trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e observacional. A coleta de dados ocorreu a partir da análise dos prontuários, após aprovação em Comitê de Ética. Os resultados do teste (reagente e não reagente) foram comparados com a classificação operacional (paucibacilar e multibacilar), a forma clínica (tuberculoide, dimorfa e virchowiana) e o resultado da baciloscopia. Resultados: entre os 20 participantes, 50% eram paucibacilares e 50% multibacilares. O teste foi positivo em 70% dos pacientes virchowianos e em 30% dos pacientes com a forma dimorfa. O exame mostrou-se reagente em 62,5% dos participantes com baciloscopia positiva e em 37,5% daqueles com índice baciloscópico negativo. Notavelmente, em 100% dos pacientes com baciloscopia negativa, o teste mostrou-se negativo.  Conclusão: a combinação de baciloscopia, ML Flow e contagem das lesões cutâneas parece ser a estratégia mais eficaz para a classificação da hanseníase. Além disso, o teste pode ser útil na identificação de casos de hanseníase, especialmente as formas virchowianas, auxiliando os profissionais de saúde nos casos de dúvida diagnóstica. 

Biografia do Autor

André Martins Ornelas, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco

Médico dermatologista pela Faculdade de Medicina Nova Esperança. Residência Médica em Hansenologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco.

Marcia Helena de Oliveira, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco

Médica Dermatologista no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Chefe do Ambulatório de Hansenologia. Doutora em Cirurgia da Universidade Federal de Pernambuco.

Maria de Fátima de Medeiros Brito, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco

Médica Dermatologista.

Doutora em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco.

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Publicado

31-12-2025

Como Citar

Ornelas, A. M., Oliveira, M. H. de, & Brito, M. de F. de M. (2025). Avaliação dos resultados do teste rápido ML Flow em pacientes com hanseníase atendidos no Hospital das Clínicas-UFPE entre 2018 a 2024. Jornal De Ciências Da Saúde Do Hospital Universitário Da Universidade Federal Do Piauí, 8(3), e6818. https://doi.org/10.26694/jcshu-ufpi.v8i3.6818

Edição

Seção

Original

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