AFINAL, QUEM É ESSE CONTADOR DE HISTÓRIAS? REFLEXÕES, DINÂMICAS E EXERCÍCIOS QUE ESTIMULAM SUA DESCOBERTA
Resumo
O artigo pretende refletir sobre as diferentes definições do profissional que utiliza a voz para
narrar histórias, a luz de teóricos como Busatto (2006), Matos (2005), Moraes (2012) e
Bajard (2007), destacando a importância da escuta na formação do leitor, além de trazer
propostas de atividades criativas e inovadoras que facilitam o processo de despertar dessa
prática, desde a contação de histórias na Roda, como faziam nossos ancestrais, a exemplo
dos Griots, contadores de histórias africanos, até o contador profissional, que oraliza as
histórias que se encontram em livros impressos e se utiliza do suporte digital, intitulado
cibercontador. O texto ainda se dispõe a colaborar com a prática pedagógica de professores
da Educação Básica, mediadores da leitura, que acreditam na arte de contar histórias como
possibilidade de ampliação do imaginário, criação de sentidos e subjetividades. Nesse
sentido, considera que conhecer o papel deste profissional se faz necessário, num contexto
em que pouco se discute sobre a relevância de sua atuação no âmbito escolar e na
formação humana para preservação e transformação sociocultural de um povo.