RESISTENCIA COMUNITARIA PARA LA PRESERVACIÓN DE LA MEMORIA Y LA IDENTIDAD EN LAS MUJERES AFRODESCENDIENTES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/caedu.v8i1.8732

Palavras-chave:

Resistencias comunitarias, Identidad, Memoria ancestral, Mujeres Negras, Oralidad

Resumo

O projeto de pesquisa social tem como propósito analisar os processos de memória coletiva e identitária impulsionados por mulheres afrodescendentes na Colômbia e no Brasil, compreendidos como formas de reconstrução do tecido social e preservação da memória histórica. A partir de uma perspectiva da psicologia social crítica e decolonial, parte-se da premissa de que a memória e a identidade não são categorias isoladas dessa disciplina, mas práticas políticas e simbólicas que expressam resistências frente às estruturas de poder, ao racismo epistêmico e às narrativas hegemônicas da mestiçagem.

As mulheres afrodescendentes, historicamente invisibilizadas pelos discursos nacionais de homogeneização racial, desempenham um papel central na rearticulação das memórias coletivas por meio de práticas narrativas, rituais, corporais e comunitárias que transmitem saberes ancestrais a partir de sua oralidade e sustentam vínculos intergeracionais que reafirmam a pertença cultural. Essas práticas constituem verdadeiros dispositivos psicossociais de cura e reexistência, que desafiam os efeitos da colonialidade do poder e do conhecimento tradicional.

Comparar os casos da Colômbia e do Brasil permite visibilizar diferentes modos de agência feminina afrodescendente frente a contextos de desigualdade racial e violência estrutural, ao mesmo tempo em que revela uma trama comum de resistência cultural e reconstrução comunitária. A pesquisa realizada propôs uma abordagem qualitativa, participativa e transdisciplinar, baseada em relatos de vida, círculos de memória e análise de práticas simbólicas, para reconhecer os modos pelos quais a memória se encarna nos corpos, nos territórios e nas expressões culturais dessas comunidades.

Em suma, este estudo buscou contribuir para a descolonização do conhecimento psicossocial, situando as experiências das mulheres negras como fontes legítimas de saber, de reconstrução do tecido social e de criação de paz, frente aos dispositivos históricos de exclusão e silenciamento.

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Biografia do Autor

Diana Carolina Caicedo Peñata, Universidad Autónoma de San Luis Potosí

Doctorante en Psicología por la Universidad Autónoma de San Luis Potosí (UASLP), San Luis Potosí.

Dulce María Galarza Tejada, Universidad Autónoma de San Luis Potosí – UASLP

Doctora en Salud Pública por la Universidad de Guadalajara. Profesora investigadora de la Universidad Autónoma de San Luís Potosí (UASLP). San Luís Potosí, México.

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Publicado

2026-06-04

Como Citar

CAICEDO PEÑATA, Diana Carolina; GALARZA TEJADA, Dulce María. RESISTENCIA COMUNITARIA PARA LA PRESERVACIÓN DE LA MEMORIA Y LA IDENTIDAD EN LAS MUJERES AFRODESCENDIENTES. Caminhos da Educação diálogos culturas e diversidades, [S. l.], v. 8, n. 1, p. e01–16, 2026. DOI: 10.26694/caedu.v8i1.8732. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/cedsd/article/view/8732. Acesso em: 4 jun. 2026.

Edição

Seção

DOSSIÊ: EDUCAÇÃO, INTERSECCIONALIDADE E DIREITOS HUMANOS