EXPANSÃO URBANA DE MARACÁS: A PRODUÇÃO DA CIDADE A PARTIR DA FORMAÇÃO DE SUA PERIFERIA
DOI:
https://doi.org/10.26694/reppggeo.v15i3.9203Abstract
Este artigo analisa a expansão de Maracás, Bahia, a partir da produção de suas periferias, abrangendo tanto a periferia popular, onde a migração e a pobreza se destacam, quanto a periferia voltada para as classes médias e altas. O texto pauta-se num estudo de campo, com abordagem documental, uso de dados primários e secundários, entrevistas e registros de fotografias. Além disso, foram confeccionados mapas temáticos para representar a espacialidade da produção da periferia maracaense. A análise da diferenciação socioespacial é fundamental para compreender a produção do espaço urbano no contexto capitalista e reflete diretamente as desigualdades sociais e econômicas, sendo possível analisar o processo por meio da produção segmentada da periferia de Maracás. A segmentação, voltada para novos estratos de renda, busca reproduzir o capital, influenciada pela atuação dos agentes imobiliários na oferta de novos produtos, e pela intervenção do Estado, e resulta na mercantilização e segmentação da periferia da cidade. A expansão de Maracás é causa e efeito da produção de sua periferia, que vai desde loteamentos populares até os condomínios. O processo intensificou a diferenciação e gerou a segmentação periférica, com impactos na segregação, agora presente também entre espaços periféricos.
