EXPANSÃO URBANA DE MARACÁS: A PRODUÇÃO DA CIDADE A PARTIR DA FORMAÇÃO DE SUA PERIFERIA

Autores/as

  • Naiara Souza de Almeida DIAS
  • Janio SANTOS

DOI:

https://doi.org/10.26694/reppggeo.v15i3.9203

Resumen

Este artigo analisa a expansão de Maracás, Bahia, a partir da produção de suas periferias, abrangendo tanto a periferia popular, onde a migração e a pobreza se destacam, quanto a periferia voltada para as classes médias e altas. O texto pauta-se num estudo de campo, com abordagem documental, uso de dados primários e secundários, entrevistas e registros de fotografias. Além disso, foram confeccionados mapas temáticos para representar a espacialidade da produção da periferia maracaense. A análise da diferenciação socioespacial é fundamental para compreender a produção do espaço urbano no contexto capitalista e reflete diretamente as desigualdades sociais e econômicas, sendo possível analisar o processo por meio da produção segmentada da periferia de Maracás. A segmentação, voltada para novos estratos de renda, busca reproduzir o capital, influenciada pela atuação dos agentes imobiliários na oferta de novos produtos, e pela intervenção do Estado, e resulta na mercantilização e segmentação da periferia da cidade. A expansão de Maracás é causa e efeito da produção de sua periferia, que vai desde loteamentos populares até os condomínios. O processo intensificou a diferenciação e gerou a segmentação periférica, com impactos na segregação, agora presente também entre espaços periféricos.

Publicado

2026-08-04

Cómo citar

SOUZA DE ALMEIDA DIAS, Naiara; SANTOS, Janio. EXPANSÃO URBANA DE MARACÁS: A PRODUÇÃO DA CIDADE A PARTIR DA FORMAÇÃO DE SUA PERIFERIA. Revista Equador, Teresina-PI, v. 15, n. 3, p. 145–167, 2026. DOI: 10.26694/reppggeo.v15i3.9203. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/revistaequador/article/view/9203. Acesso em: 14 ago. 2026.