Avaliação dos resultados do teste rápido ML Flow em pacientes com hanseníase atendidos no Hospital das Clínicas-UFPE entre 2018 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.26694/jcshu-ufpi.v8i3.6818Palavras-chave:
Hanseníase, Testes Sorológicos, ClassificaçãoResumo
Introdução: Os testes sorológicos, baseados na detecção de anticorpos contra o glicolipídeo fenólico 1, ampliaram o leque de exames laboratoriais disponíveis para o diagnóstico e classificação da hanseníase. Dentre eles, o ML Flow se destaca como um teste rápido e de fácil execução, que pode ser utilizado como ferramenta auxiliar no manejo dos portadores da doença. Objetivo: avaliar qualitativamente o resultado do teste ML Flow entre casos de hanseníase diagnosticados no Hospital das Clínicas-UFPE entre 2018 e 2024. Método: trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e observacional. A coleta de dados ocorreu a partir da análise dos prontuários, após aprovação em Comitê de Ética. Os resultados do teste (reagente e não reagente) foram comparados com a classificação operacional (paucibacilar e multibacilar), a forma clínica (tuberculoide, dimorfa e virchowiana) e o resultado da baciloscopia. Resultados: entre os 20 participantes, 50% eram paucibacilares e 50% multibacilares. O teste foi positivo em 70% dos pacientes virchowianos e em 30% dos pacientes com a forma dimorfa. O exame mostrou-se reagente em 62,5% dos participantes com baciloscopia positiva e em 37,5% daqueles com índice baciloscópico negativo. Notavelmente, em 100% dos pacientes com baciloscopia negativa, o teste mostrou-se negativo. Conclusão: a combinação de baciloscopia, ML Flow e contagem das lesões cutâneas parece ser a estratégia mais eficaz para a classificação da hanseníase. Além disso, o teste pode ser útil na identificação de casos de hanseníase, especialmente as formas virchowianas, auxiliando os profissionais de saúde nos casos de dúvida diagnóstica.
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