O DIZER-VERDADEIRO DA DEMOCRACIA E NA TIRANIA

UMA ANÁLISE DA PARRESÍA POLÍTICA NA ANTIGUIDADE A PARTIR DE MICHEL FOUCAULT

Autores

  • Maria Clara dos Santos Primo UFPI

DOI:

https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.8002

Resumo

Este artigo busca compreender as relações entre verdade, poder e sujeito, temas centrais na obra de Michel Foucault, com ênfase em seus cursos finais a partir das tragédias gregas Íon e Édipo Rei, buscaremos retomar o conceito de parresía, entendido etimologicamente como a prática de “dizer tudo,” examinando como essa noção atravessa os campos da aleturgia (produção da verdade), governamentalidade (governo dos outros) e subjetividade (governo de si). A abordagem da crise da parresía em meio a democracia e na tirania é ponto de articulação, na qual Atenas é colocada como centro da análise por suas pretensões de ser o espaço ideal para o exercício do falar franco e onde as tragedias utilizadas neste trabalho são um espelho de como a política funcionava na antiga cidade de Atenas. Para isso, a metodologia adotada é de caráter bibliográfico e analítico-descritivo, com o objetivo de examinar as fontes primárias das aulas ministradas por Foucault e os conceitos por ele desenvolvidos. 

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Publicado

2026-01-30

Como Citar

dos Santos Primo, M. C. (2026). O DIZER-VERDADEIRO DA DEMOCRACIA E NA TIRANIA: UMA ANÁLISE DA PARRESÍA POLÍTICA NA ANTIGUIDADE A PARTIR DE MICHEL FOUCAULT . Cadernos Do PET Filosofia, 16(32), 122–131. https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.8002

Edição

Seção

ARTIGOS/ VARIA