A MORALIZAÇÃO DOS ARTEFATOS
UMA REVISÃO CRÍTICA DA ÉTICA HUMANISTA ATRAVÉS DA ÓPTICA PÓS-FENOMENOLÓGICA DE PETER-PAUL VERBEEK
DOI:
https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.6284Palavras-chave:
Morality, Humanism, Artifacts, Post-phenomenologyResumo
A pós-fenomenologia de Don Ihde avança significativamente os estudos em filosofia da técnica, equiparando ciência e tecnologia (tecnociência), estabelecendo uma relação simétrica entre humanos e não-humanos (portanto, materialmente sensível) e refletindo sobre o caráter concreto dos artefatos. A ontologia inter-relacional que Ihde propõe carrega o pressuposto de que tanto a micropercepção (imediata e pessoal) quanto a macropercepção (cultural e histórica) humanas estão incorporadas em artefatos, moldando-se mutuamente. Se os artefatos estão entrelaçados em nossa existência, seria possível dizer que possuem moralidade? Peter-Paul Verbeek extrai da pós-fenomenologia de Ihde essa reflexão implícita, da qual outro problema precisa ser resolvido: a ética humanista, que considera consciência e liberdade como critérios de ação, é suficiente para a reflexão moral das sociedades hodiernas? O trabalho visa expor a moralização da tecnologia proposta por Verbeek, da qual se extrai uma ética amoderna no contexto hodierno das sociedades tecnológicas.

