GRAMÁTICA NORMATIVA E ENSINO: EM BUSCA DO EQUILÍBRIO PARA A CIDADANIA LINGUÍSTICA
DOI:
https://doi.org/10.26694/epeduc.v9i2.9323Palabras clave:
Ensino, Gramática normativa, Historiografia linguística, Variação linguística, Cidadania linguísticaResumen
Este estudo analisa o ensino de gramática normativa no Brasil a partir do artigo Gramática e ensino, de Carlos Alberto Faraco, por meio de pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico. Investigam-se as raízes históricas do modelo prescritivo — da Tékhne Grammatiké e da pedagogia de Quintiliano ao Ratio Studiorum e à ruptura comeniana — articulando-as com uma tradição crítica da linguística aplicada brasileira que vai das propostas fundadoras de Geraldi (1984) e Perini (1995) às contribuições mais recentes de Antunes (2014) e Neves (2025). A análise organiza-se em três eixos: a permanência do anacronismo prescritivo nas escolas brasileiras; o diálogo entre as perspectivas reflexiva, científica e funcional como alternativas ao modelo tradicional; e a crise de identidade docente como obstáculo concreto à mudança de paradigma. Defende-se que superar o ensino pautado na memorização de regras e nomenclaturas exige uma abordagem normativo-funcional, capaz de equilibrar o domínio da norma-padrão com a conscientização sobre a variação linguística — condição necessária para a formação do estudante como sujeito dotado de plena cidadania linguística.
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