EDUCAÇÃO CULTURA E ARTE: CONEXÕES RIZOMÁTICAS NA PINTURA “A DANÇA DO BOI DO PIAUÍ” DE AFRÂNIO PESSOA

Autores

Palavras-chave:

Painel Pictórico “A Dança do Boi do Piauí”, Bumba Meu Boi, Professor-artista Afrânio Pessoa, Conexões Rizomáticas

Resumo

Este artigo apresenta um estudo sobre o painel pictórico “A Dança do Boi do Piauí”, do professor-artista Afrânio Pessoa, objeto desta pesquisa. A questão problema desta pesquisa é: Que conexões derivam da análise rizomática da pintura “A dança do boi do Piauí”? O estudo foi desenvolvido a partir da observação direta, com base nos territórios da arte propostos por Mírian Celeste e Giza Picosque WCCA (2012) e nos elementos da visualidade Ostrower (2004). Para buscarmos estas conexões rizomáticas, optamos por construir as seguintes categorias: Civilização do Couro, para tratar um percurso histórico-cultural do Piauí, baseado em Alves (2003), Abreu (1998); O Bumba-Meu-Boi: foz da carnavalização da civilização couro, para estabelecer relação entre o histórico-cultural e a essa manifestação artística popular, com base em Pádua (2010), Passos (2014); e, Professor-artista Afrânio Pessoa, para buscar no perfil biográfico, relações com a cultura piauiense, em especial, com o Bumba Meu Boi,  Coêlho (2003), Dias (2014).  O estudo revelou que o painel “A Dança do Boi do Piauí” produz conexões rizomáticas entre educação, cultura e arte.

Biografia do Autor

Núbia Suely Canejo Sampaio, Universidade Federal do Piauí

Graduada em Educação Artística - Habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Piauí - UFPI (2000); Especialista em História da Arte e da Arquitetura - Instituto Camillo Filho - ICF (2003); Mestre em Educação - UFPI (2018); Professora do Departamento de Artes da Universidade Federal do Piauí - UFPI, na qual ministra disciplinas com ênfase em História das Artes Visuais, História da Arte no Brasil, Leitura Visual e Ensino da Arte; Tem experiência com Supervisão de Estágio Docente Obrigatório; Atuou como Professora do Curso Bacharelado em Belas Artes, no Instituto Camillo Filho e como Professora de Arte da Educação Básica na rede pública do estado do Maranhão e na rede particular do estado do Piauí. 

Antonia Dalva França-Carvalho, Universidade Federal do Piauí

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará-UFC/FACED, onde estudou a racionalidade pedagógica da ação dos professores formadores, afiliando-se ao campo da epistemologia da prática profissional. Mestra em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), investigando o stress e o bournout em professores e Especialista em Educação Infantil; em Psicanálise e em Neuropsicopedagogia Institucional Clinica e Hospitalar. Durante um quadriênio foi gestora da Coordenadora de Currículo da UFPI, sendo também, Interlocutora do REUNI e presidente da Comissão Organizadora de Concursos para Docentes, assumindo por 12 anos cargo de direção na UFPI. Instituiu e organizou eventos científicos como o ENID, O SIMCOP, o CPAPE, o SERP. Coordenou o desenvolvimento de projetos tecnológicos implementando na UFPI programas de ensino e desenvolvimento tecnológico como: PROCAMPO, PARFOR, Prodocência, Ensino na Saúde e o OBEDUC. Também escreveu e fundou o Pibid, o LIFE, o Residência Pedagógica e o Pibid UFPI, os quais coordenou até dezembro de 2020. É Professora Associada, integrante do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPI, Editora da Revista Epistemologia e Práxis Educativa (EPEduc), avaliadora do INEP, membro do Comitê de Ética em Pesquisa Humana da UFPI, consultora ad hoc de revistas e agências de fomento e Lider do NIPEEPP (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Epistemologia da Prática Profissional). Coordenadora do Observatório em Educação (OBEDUC) projeto financiado pela Capes. Pesquisadora de projetos financiados pelo CNPq (Universal 2018): Processos de indução de professores iniciantes na escola básica, vinculado à PUC/SP e do Projeto "Os cursos de Pedagogia nas IES brasileiras: análises das dimensões teórico-científicas e prático-organizacionais" (Universal 2021). Desenvolve pesquisas em educação, cultura e cibercultura, práticas educativas, aprendizagens e formação e desenvolvimento docente, na modalidade presencial e à distância, investigando, portanto, sobre a epistemologia da vida escolar/acadêmica em loci distintos. Integra a Rede Internacional "Red de Inducción a la Docencia (RID)/Rede Inserção no Ensino, a Rede Nacional de Pesquisadores em Pedagogia (REPPED) e a Rede Inter-regional Norte, Nordeste e Centro-Oeste sobre Docência na Educação Básica e Superior (RIDES), representando o Nordeste na composição da atual Diretoria (Gestão 2022-2023). 

Referências

ABREU, João Capistrano de. Capítulos de História Colonial (1500-1800). Brasília: Conselho Editorial do Senado Federal, 1998. (Coleção: Biblioteca básica brasileira). Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1022/201089.pdf. Acesso em: 15 dez.21

ALVES, Vicente Eudes Lemos. As bases históricas da formação territorial piauiense. Geosul, Florianópolis, v. 18, n. 36, p 55-76, jul./dez. 2003. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/13577. Acesso em: 17 dez.21.

AYALA, Walmir. Dicionário de Pintores Brasileiros. Curitiba: UFPR, 1997.

BAKHTIN, MIKHAIL. A Cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Tradução de Yara Frateschi Vieira. São Paulo: Hucitec, 2013.

BASBAUM, Ricardo. Amo os Artistas-etc. In: Políticas Institucionais, Práticas

Curatoriais, MOURA, Rodrigo. (org.). Belo Horizonte, Museu de Arte da Pampulha, 2005. Disponível em: https://rbtxt.files.wordpress.com/2009/09/artista_etc.pdf . Acesso em: 03 out.

CARDOSO, José Romero Araújo; LOPES, Marcela Ferreira. A civilização do couro e a civilização da seca: Definições para o processo de construção sóciocultural do semiárido Nordestino. EDUERN, 2015. Disponível em: https://aduern.org.br/2015/05/04/artigo-a-civilizacao-do-couro-e-a-civilizacao-da-seca-definicoes-para-o-processo-de-construcao-sociocultural-do-semiarido-nordestino/. Acesso em: 24 nov.21.

COÊLHO, Pollyanna Jericó Pinto. Panorama das artes plásticas no Piauí. In: SANTANA. R. N. Monteiro de. (org.). Apontamentos para a História Cultural do Piauí. Teresina: FUNDAPI, 2003.

DIAS. Maria de Fátima Martins. Afrânio Pessoa: quando os pincéis pintam a profissão e fazem escola. 2014. 148 p. Dissertação (Mestrado em Ciências da Educação) – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, 2014. Disponível em:

http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/4781/Maria_Fatima_Disserta%C3%A7 %C3%A3o.pdf?sequence=1. Acesso em: 24 out.2020.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão. Dossiê do registro como Patrimônio Cultural do Brasil / Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. São Luís: Iphan/MA, 2011. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Dossie_bumba_meu_boi(1).pdf Acesso em: 15 dez.21.

MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Tradução de Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. 14 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.

OSTROWER, Fayga. Universos da Arte. 24 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

PÁDUA, Vilani Maria de. Mário de Andrade e estética do bumba-meu-boi. 2010. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.

PASSOS. Iran de Jesus Rodrigues dos. O espaço da literatura na cultura popular maranhense: em cena o Auto do Bumba Meu Boi. 2014. Tese (Doutorado). – Rio de Janeiro: UFRJ/PPGCL, 2014.

PLAZA, Júlio. Tradução Intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.

WCCA - Congresso Mundial de Comunicação e Artes, 5º, 2012, Guimarães Portugal. Geografias Imaginárias: modos de pensar e atuar com a cultura contemporânea. MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa. Disponível em: http://copec.eu/congresses/wcca2012/proc/WCCA.pdf.

WEHLING, Arno. ABREU, João Capistrano de (Mecejana, estado do Ceará, 1853 - Rio de Janeiro, 1927). In: Dicionário de Escritores Portugueses: da Academia Real de Ciências ao final do Estado Novo. Disponível em: https://dichp.bnportugal.gov.pt/imagens/abreu.pdf. Acesso em: 17 dez.21.

Downloads

Publicado

2022-05-22

Como Citar

SAMPAIO, N. S. C.; FRANÇA-CARVALHO, A. D. EDUCAÇÃO CULTURA E ARTE: CONEXÕES RIZOMÁTICAS NA PINTURA “A DANÇA DO BOI DO PIAUÍ” DE AFRÂNIO PESSOA. Epistemologia e Práxis Educativa - EPEduc, [S. l.], v. 5, n. 1, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/epeduc/article/view/2692. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos