FRUTAS NATIVAS NO MERCADO CENTRAL SÃO JOSÉ “MERCADO VELHO”: UMA ANÁLISE DA COMERCIALIZAÇÃO E PRÁTICAS PÓS-COLHEITA
DOI:
https://doi.org/10.26694/reppggeo.v15i3.9204Abstract
Com o intuito de contribuir para a valorização das frutas regionais, o fortalecimento do comércio local e o desenvolvimento de estratégias de conservação pós-colheita, este estudo investigou quais frutas nativas são comercializadas no Mercado Central São José e quais são as principais práticas de conservação e condições de exposição adotadas. A metodologia utilizada consistiu em um estudo de campo com abordagem quali-quantitativa, fundamentado na técnica de observação participante. O estudo evidenciou a relevância das frutas nativas comercializadas no pavimento externo do Mercado Central de Teresina, destacando o caju (Anacardium occidentale L.), o buriti (Mauritia flexuosa L.f.), o maracujá amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.) e o abacaxi (Ananas comosus (L.) Merril). Verificou-se que o caju provém de pequenas propriedades rurais ou assentamentos, que o buriti tem origem extrativista e que o maracujá e o abacaxi são adquiridos, este de forma integral e aquele a maioria, na Central de Abastecimento do Piauí. As condições observadas de comercialização, marcadas por estruturas improvisadas, exposição direta ao sol e ausência de infraestrutura sanitária adequada, evidenciam desafios que podem comprometer a qualidade e a conservação pós-colheita das frutas. Nesse contexto, a reforma e requalificação do Mercado Central representam uma oportunidade de promover melhorias estruturais e higiênico-sanitárias, valorizando os produtos regionais e fortalecendo práticas mais seguras e sustentáveis de comercialização. Recomenda-se, ainda, a realização de estudos futuros para acompanhar a efetividade das reformas e avalia a sazonalidade das frutas nativas, bem como aspectos sociais relacionados aos feirantes e consumidores.
