AVALIAÇÃO DA FRAGILIDADE POTENCIAL E EMERGENTE NO MUNICÍPIO DE QUIXERAMOBIM-CE
DOI:
https://doi.org/10.26694/reppggeo.v15i3.9199Abstract
A compreensão da relação homem–natureza constitui elemento essencial para a interpretação dos processos que atuam nos sistemas ambientais. O desequilíbrio nessa relação expõe, dentre outros aspectos, as marcas da degradação ambiental, tornando os estudos de fragilidade fundamentais para a prevenção de impactos e riscos. Tais estudos permitem classificar níveis de fragilidade dos ambientes naturais ou alterados pela ação humana. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo avaliar a fragilidade ambiental no município de Quixeramobim/CE, considerando as unidades potenciais e emergentes propostas por Ross (1994) com algumas adaptações. Para a análise da fragilidade potencial, consideraram-se os componentes naturais pedologia, cobertura vegetal, pluviosidade, geologia e geomorfologia, e para a fragilidade emergente foram adicionadas as modificações decorrentes da ação antrópica, representadas pela variável uso e ocupação da terra. Considerou-se ainda de modo complementar os critérios utilizados por Souza (2000), o qual, relaciona os níveis de fragilidade às condições de sustentabilidade ambiental, destacando que a sustentabilidade diminui à medida em que são notadas altas fragilidades. Os resultados indicaram que aproximadamente 34,35% do território municipal apresenta Fragilidade Potencial Baixa (FPB), 25,60% enquadra-se na classe de Fragilidade Potencial Média (FPM) e 40,06% corresponde à Fragilidade Potencial Alta (FPA). No que se refere à Fragilidade Emergente, 28,10% da área foi classificada como Fragilidade Emergente Baixa (FEB), 44,17% como Fragilidade Emergente Média (FEM) e 27,73% como Fragilidade Emergente Alta (FEA). Em vista disso, apresentou-se como essencial o cumprimento e a elaboração de políticas ambientais, políticas públicas e políticas específicas para o município que possam garantir um desenvolvimento sustentável.
