POTENCIAL DE PRODUÇÃO DE SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS EM ÁREAS DE RESTAURAÇÃO DA CAATINGA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE PERNAMBUCO

Autores

  • Naíde de Lucas da SILVA NETA
  • Mike Christian de Sousa ARAUJO
  • Reurysson Chagas de Sousa MORAIS
  • Bruna de Freitas IWATA

DOI:

https://doi.org/10.26694/reppggeo.v15i2.9182

Resumo

A restauração ecológica em ambientes semiáridos deve ser avaliada a partir da retomada de funções ecológicas capazes de sustentar serviços ecossistêmicos. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial de produção desses serviços em áreas restauradas da Caatinga pernambucana, considerando as diferenças ambientais entre Unidades de Conservação. Foram analisados indicadores estruturais, como densidade de indivíduos vivos, diversidade de espécies, altura das plantas, cobertura do solo e regeneração natural, utilizados como proxies para inferir funções relacionadas à regulação hídrica, ao controle da erosão, ao suporte à biodiversidade e ao acúmulo de biomassa. As áreas avaliadas apresentaram condições contrastantes quanto ao solo, ao regime hídrico, à cobertura vegetal e ao histórico de uso, influenciando diretamente o desempenho da restauração. Observou-se que áreas com maior cobertura vegetal e diversidade florística tendem a apresentar melhor desempenho ecológico, enquanto áreas mais degradadas apresentam limitações estruturais mais acentuadas. Os resultados indicam que, mesmo na ausência de medições diretas, é possível avaliar de forma consistente o desempenho inicial da restauração por meio de indicadores estruturais. Conclui-se que a integração entre esses indicadores e as condições ambientais locais é fundamental para compreender a trajetória de recuperação ecológica e orientar estratégias de manejo em ambientes semiáridos.

Downloads

Publicado

2026-07-31

Como Citar

DE LUCAS DA SILVA NETA, Naíde; CHRISTIAN DE SOUSA ARAUJO, Mike; CHAGAS DE SOUSA MORAIS, Reurysson; DE FREITAS IWATA, Bruna. POTENCIAL DE PRODUÇÃO DE SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS EM ÁREAS DE RESTAURAÇÃO DA CAATINGA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE PERNAMBUCO. Revista Equador, Teresina-PI, v. 15, n. 2, p. 88–108, 2026. DOI: 10.26694/reppggeo.v15i2.9182. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/revistaequador/article/view/9182. Acesso em: 14 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos