Memória, formação e instituição: os caminhos da construção do Exército Brasileiro (1810-1858)

Autores/as

  • Lucas Sales Gonçalves Universidade Federal do Piauí
  • Johny Santana de Araújo Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9454

Palabras clave:

Exército brasileiro, Estado imperial, instituições militares, ensino militar, oficialato, memória institucional

Resumen

Este trabalho analisa o processo de formação e institucionalização do Exército brasileiro, considerando a relação entre a construção de sua memória institucional e as transformações concretas ocorridas em suas estruturas de formação ao longo do período imperial. Parte-se da compreensão de que as instituições militares não são constituídas apenas por normas, estruturas administrativas e funções oficiais, mas também pela elaboração de narrativas sobre seu próprio passado, por meio das quais produzem referências de identidade, tradição e legitimidade. Nesse sentido, examina-se a construção de uma memória institucional associada a acontecimentos, personagens e símbolos mobilizados posteriormente na representação do Exército, destacando-se a centralidade atribuída a Guararapes e a figuras como Caxias. Em seguida, desloca-se a análise para o processo histórico de formação da instituição, acompanhando a criação e reorganização das escolas militares desde a Academia Real Militar, estabelecida em 1810, até as reformas que culminaram na reorganização do ensino militar em 1874. A pesquisa utiliza como fontes principais a legislação, os decretos e regulamentos referentes às instituições de ensino militar, articulados à historiografia sobre a formação do Estado imperial, a história militar e a profissionalização do oficialato. Busca-se demonstrar que as sucessivas reformas não constituíram mudanças meramente administrativas ou educacionais, mas expressaram diferentes projetos de Exército e de Estado, relacionados às transformações políticas, sociais e institucionais vivenciadas pelo Brasil durante o século XIX. Assim, a formação militar é compreendida como parte de um processo mais amplo de construção do Estado imperial e de definição das funções, saberes e características atribuídas ao oficialato brasileiro.

Biografía del autor/a

Lucas Sales Gonçalves, Universidade Federal do Piauí

Graduado em História pela Universidade Federal do Piauí, mestrando em História pelo Programa de PósGraduação em História do Brasil (PPGHB - UFPI). Membro do Núcleo de Pesquisa em História e Memória (NUPEM-UFPI). Bolsista FAPEPI.

Johny Santana de Araújo, Universidade Federal do Piauí

Professor do Departamento de História (DH), membro do Programa de Pós-graduação em História do Brasil (PPGHB) e do Programa de Pós-graduação em Ciência Política (PPGCP) na UFPI.

Publicado

2026-09-29

Cómo citar

Gonçalves, L. S., & de Araújo, J. S. (2026). Memória, formação e instituição: os caminhos da construção do Exército Brasileiro (1810-1858). Contraponto, 15(1). https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9454