Eventos adversos associados ao uso de antineoplásicos em um hospital de alta complexidade do Piauí
análise transversal dos anos de 2023 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.26694/jcshu-ufpi.v8i2.6639Palavras-chave:
Farmacovigilância, Segurança do Paciente, OncologiaResumo
OBJETIVO: Analisar o perfil das reações adversas a antineoplásicos em um hospital de alta complexidade no Piauí quanto a categoria profissional notificadora, classe de antineoplásico e frequência de reações adversas. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa observacional, retrospectiva, de corte transversal e abordagem descritiva, focada em reações adversas a antineoplásicos manifestadas em pacientes internados e em hospital-dia entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024 no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI). Os dados foram coletados pelo Sistema de Vigilância em Saúde (Vigihosp) e pelo Sistema de Apoio à Administração Hospitalar (SISAH). RESULTADOS: Entre 2023 e 2024, foram notificadas 53 reações adversas a antineoplásicos no HU-UFPI, com predominância de paclitaxel, carboplatina e oxaliplatina. Prurido (14,3%), extravasamento (12,2%) e rash cutâneo (10,20%) foram as manifestações mais frequentes. A carboplatina foi o único medicamento envolvido em um caso de near miss. Os enfermeiros permaneceram como os principais notificadores, com ampliação do envolvimento de médicos e estudantes em 2024. CONCLUSÃO: O estudo evidenciou que as RAMs mais frequentes foram prurido, extravasamento e rash cutâneo, com destaque para a atuação da enfermagem nas notificações. O aumento da participação de médicos e estudantes em 2024 reforça a necessidade de estratégias educativas contínuas e maior engajamento das equipes multiprofissionais na segurança do paciente.
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