HÁ MAIS NO VER DO QUE CHEGA AOS OLHOS

HANSON E AS CONSEQUÊNCIAS DA TESE DA IMPREGNAÇÃO TEÓRICA DA OBSERVAÇÃO

Authors

  • Samuel Bittencourt dos Santos Moraes UFPI

DOI:

https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.7998

Abstract

O artigo analisa o debate filosófico sobre a relação entre observação e teorização na ciência, com ênfase na defesa de Norwood R. Hanson da tese da impregnação teórica da observação. Inicialmente, apresenta-se a concepção tradicional segundo a qual a observação constitui uma base neutra e objetiva para a confirmação de teorias científicas. Associada à abordagem causal da percepção, essa visão entende a observação como um processo passivo e direto, no qual diferentes observadores registram os mesmos dados sensoriais diante de um mesmo fenômeno, divergindo apenas em etapas posteriores de interpretação. Em contraposição, o texto examina as críticas de Hanson, que rejeita a separação entre observação e interpretação, ao sustentar que toda observação é inevitavelmente carregada de pressupostos teóricos, sendo corretamente descrita como um ver-como. A impregnação teórica estende-se também aos relatos observacionais, os quais pressupõem teorias para sua compreensão. Por fim, o artigo discute respostas contemporâneas à tese de Hanson a partir de uma abordagem naturalista, destacando contribuições de Peter Godfrey-Smith, Jerry Fodor e Zenon Pylyshyn.

Published

2026-01-30

How to Cite

Bittencourt dos Santos Moraes, S. (2026). HÁ MAIS NO VER DO QUE CHEGA AOS OLHOS: HANSON E AS CONSEQUÊNCIAS DA TESE DA IMPREGNAÇÃO TEÓRICA DA OBSERVAÇÃO. Cadernos Do PET Filosofia, 16(32), 68–80. https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.7998

Issue

Section

ARTIGOS/ VARIA