GUERREIRAS NÃO, EXPLORADAS PELO PATRIARCADO E CAPITALISMO
DOI:
https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i31.6124Resumen
Este artigo investiga o trabalho das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) em Parnaíba-PI sob uma perspectiva interseccional, considerando como raça, gênero e classe influenciam suas experiências, especialmente durante a crise sanitária provocada pela COVID-19. Utilizando entrevistas semiestruturadas como metodologia, o estudo revela desafios significativos enfrentados pelas ACS, incluindo condições de trabalho insalubres, negligência estatal e municipal, desvalorização da profissão, estresse emocional, medo, ansiedade e sobrecarga devido à dupla ou tripla jornada de trabalho. A análise conclui que são necessárias intervenções para assegurar os direitos, dignidade e valorização adequada das ACS, que desempenham um papel crucial na saúde pública em todos os territórios do país.

